Brasil ocupa a 8ª posição com seis jornalistas mortos, contra 11 em 2012. A organização não governamental Press Emblem Campaign (PEC) elogiou o progresso realizado pela comunidade internacional.
Brasil ocupa a 8ª posição com seis jornalistas mortos, contra 11 em 2012. A organização não governamental Press Emblem Campaign (PEC) elogiou o progresso realizado pela comunidade internacional.

‘Cartooning for Peace’ (Fondation ‘Dessins pour la Paix’)
O ano de 2013 foi mais um ano mortal para jornalistas por conta da cobertura de vários conflitos armados. Segundo o relatório anual da organização não governamental Press Emblem Campaign (PEC), divulgado nesta segunda-feira (30), 129 jornalistas foram mortos no cumprimento do dever em 28 países, uma redução de 8% em comparação com os números de 2012.
No ano anterior, informou a organização, 141 jornalistas foram mortos – um número recorde devido ao conflito sírio. O número de jornalistas mortos na Síria este ano diminuiu, porém sequestros de jornalistas estrangeiros têm aumentado: 15 ainda estão em cativeiro na Síria ou desapareceram.
A ONG lembrou que 107 jornalistas foram mortos em 2011, 110 em 2010 e 122 em 2009 – um total de 609 jornalistas durante os últimos 5 anos, uma média de 122 por ano e de 2,3 por semana, um a cada três dias.
Entre os 129 jornalistas mortos este ano, cerca de 90 (70%) foram mortos em zonas de conflito ou em situações de agitação e violência. Três quarto deles foram intencionalmente alvejados, outros foram mortos acidentalmente, em sua maioria em ataques a bomba.
A Síria ocupa o primeiro lugar como o país mais letal para o trabalho de mídia pelo segundo ano, com 17 jornalistas mortos. O Iraque vem em segundo lugar, com 16 mortos, seguida do Paquistão (14), Filipinas (11) e Índia (9).
O Brasil ocupa a 8ª posição, com 6 jornalistas mortos (contra 11 em 2012). A Somália ocupa o sexto lugar, com 8 mortos contra 19 no ano passado. O Egito segue com 7 mortos, uma deterioração acentuada após a agitação política que levou à destituição do ex-presidente Morsi. O México contabilizou cinco assassinatos (contra 11 em 2012), com a Guatemala seguindo o país, com quatro jornalistas mortos.
De acordo com o relatório da organização, a situação deteriorou-se mais uma vez no Iraque, particularmente em Mosul, depois de uma melhoria no ano passado. Até agora, 16 jornalistas foram mortos este ano contra três em 2012.
Os jornalistas que cobrem o Oriente Médio foram os mais atingidos (44 mortes, 34%), seguido por Ásia (37 mortos, 29%), América Latina (27, 21%), África (18, 14%) e Europa (3, 2%).
A organização não governamental observou que um bom progresso ocorreu no que diz respeito à mobilização da comunidade internacional, lembrando que o Conselho de Segurança convocou duas reuniões sobre a proteção dos jornalistas, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução e o Conselho de Direitos Humanos decidiu convocar um debate sobre a mesma questão, enquanto a UNESCO continua a execução do seu plano de ação.
A organização acrescentou que esse novo momento é um grande sucesso para as organizações que defendem os jornalistas, pois há alguns anos os governos ignoraram o problema.
“Agora, a questão não é se temos que fazer alguma coisa, mas o que temos que fazer para proteger os jornalistas em zonas de conflito”, disse o representante da PEC, que frisou, no entanto, que há muito a ser feito por mudanças concretas no campo, especialmente na luta contra a impunidade.
Confira a lista de vítimas e outros gráficos informativos em www.pressemblem.ch