2013 será ano decisivo para processo de paz entre Israel e Palestina, avalia ONU

Secretário-Geral pede retomada das negociações para tratar de questões centrais como refugiados, território, segurança, assentamentos e água.

Soldados israelenses checam carro palestino no posto de controle de Hawera, na Cisjordânia Foto:IRIN/Kobi LoboO Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou na quarta-feira (27) a importância de progredir no processo de paz entre Israel e Palestina, pedindo que os dois lados se abstenham de ações que comprometam a retomada das negociações.

2013 será um ano decisivo para a solução de dois Estados“, destacou Ban em mensagem para o Seminário da ONU sobre Ajuda ao Povo Palestino, em Roma, na Itália. “Deixar de fazer progressos tangíveis só significa a continuação do sofrimento, da violência e da instabilidade em toda a região.”

Ban definiu a ocupação de 45 anos dos territórios palestinos por colonos israelenses como “tão degradante para os habitantes quanto desestabilizadora para a região”. O Secretário-Geral expressou especial preocupação com a expansão dessas atividades, consideradas ilegais pela lei internacional, reiterando o apelo pelo fim dos assentamentos, que cada vez mais dificultam a solução dos dois Estados.

“Jerusalém deve emergir por meio de negociações como a futura capital de dois Estados. Conforme previsto no plano, deve haver uma solução negociada, justa, equitativa e realista para a questão dos refugiados. Ambas as partes devem viver de acordo com seu compromisso de resolver esta e outras as questões centrais, como território, segurança, assentamentos e água”, destacou Ban.

A  reunião acontece no momento em que o Governo palestino enfrenta uma crise financeira sem precedentes que coloca em risco os avanços significativos em desenvolvimento institucional feito nos últimos anos. Atualmente, cerca de 80% dos moradores palestinos em Gaza dependem de ajuda humanitária como resultado do bloqueio israelense, em vigor há quase seis anos.

“A instabilidade política inviabiliza as instituições palestinas e seu futuro está intimamente ligado às realizações concretas para a solução de dois Estados”, observou Ban. “Não há substituto para as negociações nesse sentido.”