2014 foi um ano devastador para os refugiados da Palestina, diz novo informe da ONU

De acordo com relatório do OCHA intitulado “Vidas Fragmentadas”, os esforços de reconstrução de Gaza têm sido lentos, prejudicados pelo bloqueio contínuo e a falta de financiamento.

Casa demolida em Gaza após ataque aéreo israelense em 2012. Foto: OCHA/M. El Halabi

Casa demolida em Gaza após ataque aéreo israelense em 2012. Foto: OCHA/M. El Halabi

“A contínua ocupação israelense mina a capacidade dos palestinos de viverem vidas normais”, declarou o coordenador humanitário residente da ONU no território, James Rawley, nesta quinta-feira (26), durante o lançamento do relatório do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) intitulado “Vidas Fragmentadas”.

De acordo com o documento, 1,8 milhão de pessoas em Gaza sofreu com a escalada de hostilidades durante 2014, que resultou na morte de 1.500 mil civis, incluindo mais de 550 crianças, e 100 mil pessoas deslocadas. Além disso, os esforços de reconstrução em Gaza, após o conflito de 51 dias, têm sido lentos, prejudicados pelo bloqueio contínuo e pela falta de financiamento.

No entanto, apesar da perspectiva sombria para a Palestina, o relatório sugere também uma série de ações que poderiam ajudar a alcançar progressos no território, incluindo o cumprimento de Israel de suas “obrigações primárias para proteger a população civil palestina” e o cumprimento das obrigações legais por todas as partes envolvidas no conflito para conduzir as hostilidades de acordo com o direito internacional.