2014: um dos anos mais sangrentos para o Iraque, afirma ONU

Relatório da missão da ONU no Iraque alertou que, apenas no ano passado, 12.282 iraquianos foram mortos e mais de 23 mil ficaram feridos. Porém, tendo em vista as dificuldades em verificar o número de vítimas, a UNAMI alertou que “estas estatísticas devem ser consideradas o mínimo absoluto”.

unami“O número de vítimas no Iraque em 2014 atingiu o índice mais alto dos últimos cinco anos, em meio a uma forte onda de violência que vem convulsionando o país”, afirmou o chefe da Missão da ONU no Iraque (UNAMI) na última sexta-feira (2).

De acordo com os números mais recentes divulgados pela UNAMI, apenas em 2014, 12.282 iraquianos foram mortos e 23.126 ficaram feridos, registrando o maior índice de violência no país desde o biênio 2006-2007.

“Os cidadãos iraquianos continuam sofrendo com o terrorismo e a violência”, declarou, em um comunicado à imprensa, o representante especial do secretário-geral e chefe da UNAMI, Nickolay Mladenov.

Desde o início de 2014, o Iraque vem sendo vítima da violência de militantes associados ao Estado Islâmico, que conduzem uma ofensiva contra o governo iraquiano, ameaçando a estabilidade geral do país e a vida de milhares de civis.

Segundo a UNAMI, apenas em dezembro, 1.101 iraquianos foram mortos e 1.868 feridos por “ações de violência e terrorismo”. O país atingiu o pico de sua devastação em junho, quando teve 4.126 vítimas civis. A missão da ONU no país também constatou que a província de Bagdá foi o local mais afetado no mês de dezembro, com um total de 1.051 vítimas.

Tendo em vista as dificuldades em verificar o número de vítimas, a UNAMI alertou que “estas estatísticas devem ser consideradas o mínimo absoluto”.

Mladenov condenou “o triste estado em que as coisas se encontram no Iraque” e declarou sua esperança de que 2015 dará início a um vislumbre de paz. O chefe da UNAMI também pediu a representantes políticos para se unirem e buscarem soluções pacíficas para os problemas que o Iraque enfrenta. “Espero que em 2015 isto possa ser feito.”