Caso a situação se agrave, há riscos de agitação social e perda de confiança nas instituições. Hoje, 17,4 milhões de pessoas procuram empregos na região.
Se as atuais políticas econômicas não mudarem rapidamente, a zona do euro poderá perder 4,5 milhões de empregos nos próximos quatro anos, afirma o relatório Crise do Emprego na Zona do Euro: Tendências e Respostas Políticas que diz ainda que este fato poderá aumentar o risco de agitação social e prejudicar a confiança dos cidadãos em seus governos, o sistema financeiro e instituições. Atualmente, 17,4 milhões de pessoas estão procurando emprego na região.
Os jovens estão particularmente em risco, com a atual taxa de desemprego entre eles de 22% na zona do euro, especialmente nos países do sul, como Itália, Portugal, Grécia e Espanha, com estes dois últimos com uma taxa de desemprego juvenil superior a 50%.
Produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o relatório, lançado na terça-feira (10) diz que há “evidências” de que uma recessão prolongada no mercado de trabalho pode estar em formação, com mercados de trabalho na Europa ainda não recuperados da crise que atingiu a economia mundial no final de 2008. “Sem uma mudança política rápida – para enfrentar a crise e recuperar a confiança e o apoio de trabalhadores e empresas – será difícil de implementar as reformas necessárias para colocar a zona do euro de volta em um caminho de crescimento e estabilidade”, afirma o documento.
A publicação diz também que as medidas de austeridade fiscal que estão sendo adotadas por diversos países são prejudiciais ao emprego. “Em um contexto macroeconômico deprimido, estas reformas podem conduzir ao aumento do número de demissões e não levam à criação de emprego, pelo menos, até que a recuperação econômica ganhe impulso”, afirma.