Refugiados sírios ajudam a arrecadar fundos para vítimas da explosão em Beirute

Quando o refugiado sírio Shadi Shhadeh viu vídeos da explosão em Beirute, em 4 de agosto, ele sentiu uma onda de empatia e agiu rapidamente. Pediu para amigos, que também são refugiados, para gravarem mensagens em vídeos em apoio à arrecadação de fundos para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para ajudar as pessoas afetadas pela explosão.

Além disso, refugiados em Beirute se juntaram aos residentes locais no resgate e limpeza da cidade que lhes deu boas-vindas e segurança.

A explosão que matou pelo menos 180, feriu mais de 6.500 e danificou ou destruiu cerca de 200.000 casas mostrou que refugiados também podem ser humanitários, estender a mão e ajudar os outros.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, enviou uma mensagem em vídeo marcando o início do Ramadã, tradicional mês sagrado para os muçulmanos, lembrando que milhões de fiéis estão prontos para as celebrações deste ano.

Desigualdade é obstáculo para o desenvolvimento, diz secretário-geral da ONU

Há cada vez mais um reconhecimento por parte de economistas, empresas e sociedade civil do mundo todo de que as desigualdades são um obstáculo ao desenvolvimento, sendo necessária uma ação global coordenada para combatê-las. 

A avaliação foi feita pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, em entrevista à CNN Brasil, publicada na quinta-feira (10). 

“Creio que há cada vez mais governantes que compreenderam isso, e estão disponíveis para lutar contra as tendências que inevitavelmente fazem as desigualdades aumentarem”, salientou.

Em 16 de junho de 2020, Zuka, de 3 meses, recebe suas vacinas na clínica temporária instalada pelo UNICEF como alternativa improvisada para o centro de saúde que está sendo reabilitado no leste rural de Alepo, na Síria. Foto: UNICEF

COVID-19 pode reverter décadas de progresso na eliminação de mortes infantis evitáveis

Pesquisas de Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a pandemia de COVID-19 resultou em grandes interrupções nos serviços de saúde que ameaçam desfazer décadas de progresso conquistado com dificuldade.

Países estão enfrentando interrupções nos serviços de saúde infantil e materna, como exames de saúde, vacinações e cuidados pré-natais e pós-natais, devido a restrições de recursos e um mal-estar geral com o uso de serviços de saúde devido ao medo de pegar COVID-19.

Aumenta número de mulheres refugiadas atendidas pela Caritas em São Paulo

No primeiro semestre de 2020, o Centro de Referência para Refugiados da Caritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) atendeu 3.882 pessoas de 73 nacionalidades. Entre as nacionalidades mais atendidas, 52% são pessoas da Venezuela, 7% da República Democrática do Congo, 6% da Síria e 6% da Colômbia.

Pela primeira vez, o percentual de mulheres atendidas se equiparou ao de homens, com índices crescentes nos últimos três anos. Esses dados foram apresentados nesta quarta-feira (26), em uma live realizada pela CASP em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

OMS: 172 países estão envolvidos em mecanismo de acesso global à vacina para COVID-19

Neste momento, 172 economias estão envolvidas em conversas para potencialmente participar do COVAX, uma iniciativa global que tem o objetivo de trabalhar com fabricantes de vacinas para fornecer aos países em todo o mundo o acesso equitativo a vacinas seguras e eficazes, assim que licenciadas e aprovadas.

O COVAX é coliderado pela CEPI, Gavi, a Vaccine Alliance e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que estão trabalhando em parceria com fabricantes de vacinas de países desenvolvidos e em desenvolvimento. É a única iniciativa global que atua com governos e fabricantes para garantir que as vacinas contra a COVID-19 estejam disponíveis em todo o mundo tanto para pessoas de renda alta como para pessoas de baixa renda.

Conheça os trabalhadores humanitários do ACNUR: heróis da vida real

No Dia Mundial Humanitário, celebrado em 19 de agosto, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) se orgulha e celebra os 16.000 trabalhadores que estão na linha de frente de emergências humanitárias em todo o mundo.

São 16.000 pessoas comprometidas todos os dias em proteger, ajudar e contar histórias de refugiados. Conheça alguns dos heróis e heroínas da vida real, que estão na linha de frente das ações do ACNUR no Brasil e no mundo.

ONU leva ajuda humanitária imediata para apoiar Beirute após explosão

A resposta à explosão desta terça-feira (4) em Beirute, no Líbano, exige apoio global para “superar o impacto devastador” da crise que o povo libanês enfrenta, afirmou o vice-coordenador especial da ONU para o país, Ján Kubis. Para ajudar a atender às necessidades imediatas, 9 milhões de dólares foram liberados do Fundo Humanitário Libanês.

As explosões mataram cerca de 140 pessoas, deixaram 5 mil feridos e centenas de pessoas desaparecidas. Cerca de 80 mil crianças estão entre as 300 mil pessoas deslocadas pelas explosões de Beirute, e três hospitais estão inoperantes e outras duas instalações de saúde sofreram danos substanciais – o equivalente a 500 leitos hospitalares perdidos.

O Líbano é a nação que abriga a maior população de refugiados per capita do mundo. No total, abriga mais de 925 mil refugiados registrados, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). E é no Brasil onde vive a maior comunidade de libaneses do mundo, com uma população maior do que a do próprio Líbano.

Temas relacionados à integração das pessoas refugiadas no Brasil serão discutidos entre profissionais de campo, pesquisadores e os próprios refugiados. Foto: Daniele Batemarque e Camila Seabra

ACNUR lança podcast que discute integração de refugiados no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com universidades da Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), lançaram na quinta-feira (6) o podcast “Refúgio em Pauta”, que discute temas de integração das pessoas refugiadas no Brasil com profissionais de campo, pesquisadores e os próprios refugiados.

O primeiro episódio trata da segurança alimentar no contexto de pandemia da COVID-19. O coordenador de campo do ACNUR em Boa Vista (RR), Arturo de Nieves, fala sobre a resposta do ACNUR e de seus parceiros em um contexto de emergência humanitária.

Grandes áreas de Beirute foram destruídas como resultado da explosão no porto da cidade. Foto: UNIFIL

Líbano: apoio aos hospitais é prioridade da ONU após explosão em Beirute

A Organização das Nações Unidas (ONU) está trabalhando em estreita colaboração com as autoridades do Líbano para apoiar a resposta contínua após a enorme explosão que abalou Beirute na terça-feira (4), destruindo grandes áreas da capital.

Mais de 130 pessoas morreram na explosão, que atingiu o porto e os arredores, deixando inúmeros feridos e milhares de desabrigados. O governo declarou estado de emergência por duas semanas.

Falando na quarta-feira (5), o vice-porta-voz da ONU Farhan Haq disse a jornalistas que o apoio a hospitais e à resposta a traumas é uma prioridade.

Angelina Jolie, enviada especial ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em reunião do Conselho de Segurança sobre violência sexual em conflitos armados. Foto: ONU/Nabil Midani

Violência sexual em conflitos é usada como tática de guerra e arma psicológica, alerta ONU

A violência sexual é usada como uma tática de guerra e uma ferramenta política para desumanizar, desestabilizar e desalojar populações em todo o mundo, disse a especialista da ONU sobre o assunto ao Conselho de Segurança na sexta-feira (17), pressionando os países a adotarem uma abordagem centrada nos sobreviventes que garanta que as vítimas não sejam esquecidas.

Angelina Jolie, enviada especial ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), também participou da reunião do Conselho de Segurança sobre violência sexual em conflitos armados.

Menina caminha pela lama carregando seu irmão mais novo no campo de deslocados internos Khair Al-Sham em Idlib, na Síria. Foto: UNOCHA

ONU pede ação do G20 para evitar agravamento de crises humanitárias devido à pandemia

A pandemia de COVID-19 e a recessão resultante devem desencadear o primeiro aumento da pobreza global em três décadas, levando 265 milhões de pessoas à fome até o final do ano, alertou a principal autoridade humanitária da ONU na quinta-feira (16).

Mark Lowcock exortou as principais economias do mundo, o grupo do G20, a intensificar seu apoio, lançando um apelo atualizado de 10,3 bilhões de dólares para combater a disseminação do novo coronavírus em 63 países de baixa renda.

Vladimir Voronkov, subsecretário-geral do Escritório das Nações Unidas de Contraterrorismo, durante reunião no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ARTIGO: Combatendo o terrorismo durante a pandemia da COVID-19

Em artigo de opinião, o subsecretário-geral do Escritório de Contra-Terrorismo da ONU, Vladimir Voronkov, afirma que os impactos da pandemia da COVID-19 criam condições para que terroristas espalhem medo, ódio e divisão. A Semana Virtual de Combate ao Terrorismo apontou que a implementação de políticas e programas de combate ao terrorismo deve contar com o envolvimento de todos os setores da sociedade, especialmente mulheres e jovens.

Entenda como o deslocamento forçado é tratado em nova série de ficção

A nova série da Netflix, Estado Zero, estréia hoje (8) e conta a história de quatro personagens cujas vidas acabam se cruzando em um centro de detenção para imigrantes na Austrália: uma mulher enfrentando uma crise, um guarda, um oficial do governo e um solicitante de refúgio que acaba de chegar do Afeganistão.

O drama desperta reflexões sobre o que significa ser um refugiado e deseja capturar o sentimento de se estar perdido, tanto nos universos particulares como frente ao cenário mundial.

A série é cocriada e produzida por Cate Blanchett, Embaixadora da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Pessoas refugiadas no Brasil já contam com esforços adicionais do ACNUR e de seus parceiros para garantir os mecanismos de acesso e de permanência de estudantes nas universidades brasileiras. Foto: ACNUR/Fellipe Abreu

ACNUR e parceiros fortalecem integração de refugiados nas universidades brasileiras

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem ampliado suas respostas às demandas das pessoas refugiadas em face da realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus. Duas delas se referem a quem está no ambiente acadêmico ou já têm formação superior.

Como as aulas em universidades estão suspensas ou sendo realizadas de maneira virtual, tornou-se fundamental garantir meios complementares de integração destes estudantes refugiados e migrantes.

Para isso, o ACNUR apoiou a produção e lançamento do livro “Passarela – português como língua de acolhimento para fins acadêmicos”, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um material didático inédito em sua proposta pedagógica.

Uma mãe cuida de seu bebê dentro de um ginásio que foi transformado em assentamento de refugiados em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Mundo tem recorde de quase 80 milhões de deslocados internos e refugiados

O deslocamento global atingiu impressionantes 79,5 milhões de pessoas no ano passado – quase o dobro do número registrado há uma década – devido a guerra, violência, perseguição e outras emergências, informou nesta quinta-feira (18) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Falando a jornalistas em Genebra, o chefe do ACNUR observou que, embora a questão do deslocamento afete todas as nações, os dados mostram que os países mais pobres hospedam 85% dos que foram expulsos de suas casas.

Crianças refugiadas sofrem impacto do fechamento de escolas por coronavírus

Ir à escola já era um desafio diário para muitas crianças refugiadas em todo o mundo. Agora, há o temor de que algumas não retomem os estudos depois que os bloqueios pela COVID-19 forem suspensos.

Isai ficou dois anos sem estudar enquanto sua família tentava não ser afetada por conflitos sociais no seu país natal, a Nicarágua. Eles precisaram fugir para Honduras e depois para a Guatemala. Aos oito anos, Isai finalmente conseguiu voltar para a sala de aula no início do ano letivo da Guatemala, em janeiro deste ano. Sua mãe contou que quando ele começou a fazer amigos, a COVID-19 atingiu o país e o governo ordenou o fechamento de todas as escolas.

Conheça a história de outras crianças refugiadas e saiba como o ACNUR está contribuindo para o enfrentamento deste desafio.

A cantora brasileira Iza.

ONU Brasil participa de lançamento de novo sucesso da diva pop Iza

Uma campanha global será lançada nesta quinta-feira (21) para inspirar um movimento de transformação social e mobilizar pessoas em apoio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Organizada pela Humanity Lab Foundation em parceria com a Warner Music e em colaboração com Nações Unidas, UNESCO, Agência da ONU para os Refugiados no Brasil (ACNUR) e ACM/YMCA Mundial, a ação visa gerar um debate em torno das ações necessárias para responder aos complexos desafios sociais e políticos atuais.

“A transformação real só é possível com a participação e contribuição de todos: governos, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos”, disse o coordenador-residente das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic.

Refugiados fazem máscaras faciais para ajudar na crise da COVID-19

Com o avanço da pandemia da COVID-19, medidas básicas de proteção se tornam regra para tentar diminuir a curva de contaminação da doença. Uma delas é o uso de máscaras de proteção quando há necessidade de sair em público ou ao interagir com outras pessoas além daquelas que vivem juntas, rotina muito comum na vida de quem está acolhido em algum abrigo da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil e no mundo.

Maombi Samil, refugiado de 24 anos da República Democrática do Congo, percebeu uma oportunidade de reinventar suas habilidades. “Eu queria usar meu talento e tecidos disponíveis na comunidade para mostrar que nós, refugiados, também podemos contribuir para o combate à pandemia, não apenas contar com assistência”. Conheça a história de Maombi e de outros refugiados que estão ajudando na crise do novo coronavírus.

Francis (esquerda) e Siliany (direita), acompanhada da mãe, conversam com funcionária do IMDH durante entrega do cartão do programa CBI em Brasília. Foto: Luiz Fernando Godinho/ACNUR

“Sem esse dinheiro eu estaria na rua”, diz venezuelana apoiada pelo ACNUR

As manicures venezuelanas Silany e Francis chegaram ao Brasil há um mês, em plena pandemia do novo coronavírus e não conseguiram colocação profissional por conta das medidas de isolamento social.

Graças a um programa de transferência de renda do ACNUR, elas poderão manter as despesas básicas com moradia, alimentação e medicamentos.

Conheça a história das refugiadas que atualmente moram em Brasília, no Distrito Federal, e saiba como ajudar.

Menina no campo de deslocados internos Khair Al-Sham, na Síria. Foto: OCHA

COVID-19: ONU e parceiros lançam apelo de US$6,7 bi para ajudar países mais vulneráveis

O Plano Global de Resposta Humanitária de 6,7 bilhões de dólares exige ações rápidas e determinadas para evitar os efeitos mais debilitantes da pandemia em 63 países de baixa e média renda.

Embora a maioria desses países tenha um baixo número de casos de COVID-19 até agora, sua vigilância, exames laboratoriais e sistemas de saúde são fracos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Funcionário do Centro de Saúde Shaboura, em Rafah, Gaza, administrada pela agência da ONU UNRWA, entrega medicamentos a idosos refugiados palestinos em meio à pandemia de COVID-19, reduzindo assim suas chances de exposição. Foto: UNRWA/Khalil Adwan

OMS: a cada dia, mundo registra em média 80 mil novos casos de COVID-19

Desde o início de abril, uma média de 80 mil casos de COVID-19 são relatados todos os dias à Organização Mundial da Saúde (OMS), disse o chefe da agência durante coletiva de imprensa virtual na quarta-feira (6).

“Mas esses não são apenas números – todos os casos são mãe, pai, filho, filha, irmão, irmã ou amigo”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

O número global de casos de COVID-19 ultrapassou 3,5 milhões, com quase 250 mil mortes.

Conheça a história de mães refugiadas que fizeram o impossível pelos filhos

Elas cruzaram rios com seus filhos no colo sem saber nadar, caminharam por quilômetros sem saber aonde iam chegar, algumas abriram mão de suas vidas para priorizar a de seus filhos. Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Conheça a história de Christine, Opani, Maysaa, Jorina e Annabel. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

COVID-19: Refugiados sírios se adaptam ao isolamento em campos da Jordânia

Mesmo sem ter casos confirmados da COVID-19 até agora, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está ajudando cerca de 120 mil refugiados que vivem nos maiores campos da região, fazendo o possível para mitigar ameaças.

Conheça um pouco os desafios enfrentados por dois refugiados que vivem em campos da Jordânia e estão isolados desde 21 de março. Com tantas pessoas vivendo tão próximas e com acesso apenas às instalações básicas de saúde e saneamento, muitos temem o que acontecerá se o vírus chegar aos campos.

Oito filmes para entender os desafios enfrentados pelos refugiados

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o mercado cinematográfico tem buscado alternativas para sobreviver à crise. Pela primeira vez, o cearense Karim Aïnouz lançou o filme “TFH: Aeroporto Central” online e disponibilizou nos serviços de streaming. A obra resgata a importância do extinto Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, que teve seus hangares usados como abrigos de emergência para refugiados que buscavam asilo, entre 2015 e 2019.

Além do longa “Aeroporto Central”, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) fez uma lista com mais oito filmes que refletem a dura realidade de milhões de pessoas em todo o mundo que foram forçadas a deixar suas casas para sobreviver.

Livros sobre refúgio para ler durante o afastamento social

Para celebrar o Dia Mundial do Livro, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) selecionou 12 obras, incluindo títulos para crianças e adultos, para ajudar as pessoas entenderem mais sobre o refúgio.

A cada minuto, 25 pessoas são deslocadas à força em decorrência de conflitos ou perseguições.

Nestes tempos difíceis, discutir o tema do refúgio é ainda mais relevante, uma vez que os refugiados estão entre as populações mais vulneráveis ao novo coronavírus.

Pedestre caminha pela Piazza Del Duomo, em Florença, um espaço normalmente lotado de milhares de visitantes. Foto: UNICEF/Francesco Spighi

COVID-19: OMS diz que há ‘longo caminho a percorrer’ e complacência é maior perigo

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou contra a complacência, à medida que os países continuam a enfrentar a COVID-19 e os cidadãos se cansam de medidas restritivas de movimento com o objetivo de impedir a propagação da doença.

Falando na quarta-feira (22), o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, relatou que a maioria dos países ainda está nos estágios iniciais de suas epidemias, enquanto alguns que foram afetados anteriormente estão agora começando a ter ressurgimento de casos.

“Não se engane: temos um longo caminho a percorrer. Esse vírus estará conosco por muito tempo”, afirmou.

Embora quase todos os países (88%) possuam leis importantes para proteger as crianças da violência, menos da metade dos países (47%) afirmou que essas legislações estavam sendo consistentemente aplicadas. Foto: UNICEF/Watad

Cessar-fogo global serviria de modelo de cooperação para combater COVID-19, diz UNICEF

Em artigo, a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, pede que as partes em guerra atendam ao chamado do secretário-geral da ONU de depor suas armas como parte de um cessar-fogo global para enfrentar a pandemia da COVID-19. “Um cessar-fogo global protegeria as crianças de serem mortas, mutiladas ou forçadas a partir de suas casas por causa dos conflitos”.

“Um cessar-fogo não apenas melhoraria significativamente nossas chances de derrotar a doença a curto prazo, como também poderia estabelecer as bases para uma paz estável e duradoura – e isso seria decisivo para as crianças e seu futuro”. Leia o artigo na íntegra.

ARTIGO: Não permitam que crianças sejam as vítimas ocultas da pandemia da COVID-19

Em artigo, a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, afirma que países e comunidades devem trabalhar juntos para enfrentar esta crise. “É nossa responsabilidade prevenir o sofrimento, salvar vidas e proteger a saúde de cada criança e cada adolescente”.

“Também devemos garantir que as decisões relacionadas às medidas de controle da COVID-19 sejam tomadas com base nas melhores evidências disponíveis, a fim de minimizar e evitar danos colaterais e fornecer medidas de mitigação para que o dano não seja duradouro”. Leia o artigo na íntegra e conheça a agenda global de ação para proteger as crianças mais vulneráveis contra os danos da COVID-19, lançada esta semana pelo UNICEF.

O casal de refugiados sírios Ghazal e Talal prepara marmitas que serão doados para idosos de São Paulo. Foto: Riad Altinawi

Refugiados sírios doam marmitas para idosos durante a pandemia em São Paulo

O casal Talal e Ghazal Al-Tinawi, refugiados vindos da Síria com seus filhos, sentiu no bolso a redução dos pedidos de delivery de comida árabe por conta da pandemia da COVID-19 em São Paulo, estado com mais casos da doença no Brasil. Mesmo assim, eles encontraram uma alternativa humana de contribuir para mitigar a transmissão do novo coronavírus.

“Chegamos no Brasil há sete anos e somos muito gratos ao povo brasileiro, que nos recebeu de braços abertos e nos apoiou sempre que precisávamos. Agora, chegou nosso momento de retribuir com o que temos de melhor: nossa comida árabe para quem mais precisa, as pessoas idosas”, disse Talal, engenheiro mecânico de formação.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, realiza coletiva de imprensa virtual sobre o impacto de seu apelo por um cessar-fogo global durante a pandemia de COVID-19. Foto: ONU/Loey Felipe

Chefe da ONU pede mais esforços diplomáticos para atingir cessar-fogo em meio à pandemia

Há dez dias, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um cessar-fogo global imediato para que pessoas em regiões devastadas por guerras recebam ajuda para combater a pandemia do novo coronavírus.

Segundo Guterres, o apelo foi endossado até agora por 70 Estados-membros, parceiros regionais, atores não estatais e outros.

Mas ele reconheceu as “enormes dificuldades” na implementação de uma trégua para deter conflitos que se deterioram há anos, nos quais “a desconfiança é profunda”.

COVID-19: Sanções econômicas devem ser retiradas para evitar crises de fome, diz especialista da ONU

Uma especialista em direitos humanos da ONU pediu o fim imediato de sanções internacionais para evitar crises de fome nos países atingidos pela pandemia de COVID-19.

“A imposição contínua de sanções econômicas prejudiciais a Síria, Venezuela, Irã, Cuba e, em menor grau, ao Zimbábue, para citar os casos mais importantes, prejudica severamente o direito fundamental dos cidadãos comuns a alimentos suficientes e adequados”, disse Hilal Elver, relatora especial da ONU para o direito à alimentação.

Site acompanhará a história de pessoas refugiadas empreendedoras que estão empenhadas em superar mais um desafio, a pandemia de COVID-19. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

ACNUR lança página de apoio a empreendedores refugiados em meio à crise de COVID-19

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nesta quarta-feira (1) a página “Refugiados Empreendedores”, na qual, a cada semana, cinco diferentes casos de pessoas refugiadas empreendedoras no Brasil serão listados.

A proposta é gerar visibilidade aos negócios de pessoas refugiadas que seguem empreendendo no país e contribuindo para o desenvolvimento de suas comunidades e da economia local, mesmo diante das dificuldades geradas pela pandemia da COVID-19.

Senerita Pouvi, 9 anos, é vacinada contra o sarampo na vila de Leauvaa, em Samoa, como parte de uma campanha nacional de vacinação apoiada pelo UNICEF. Foto: Stephen/UNICEF

ARTIGO: UNICEF se compromete a garantir suprimento de vacinas nos países que mais precisam

A diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, afirma que a organização está comprometida a apoiar as necessidades básicas de saúde e imunização nos países mais afetados, mas mostra preocupação com o avanço da pandemia da COVID-19 – que poderá interromper serviços vitais, incluindo a imunização.

“Estamos trabalhando duro para garantir que os suprimentos adequados de vacinas estejam disponíveis nos países que precisam deles. Também estamos oferecendo maior apoio aos governos para continuar o fornecimento de vacinas durante essa pandemia”.

OIM participa de resposta humanitária global diante do novo coronavírus

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) uniu-se na quarta-feira (25) à comunidade humanitária e da saúde para lançar o Plano Global de Resposta Humanitária (HRP) interinstitucional COVID-19.

“A COVID-19 está tendo um impacto sem precedentes na saúde, economia e bem-estar das pessoas em todo o mundo”, disse o diretor-geral da OIM, António Vitorino.

“Não devemos esquecer o impacto devastador que esta doença terá nas dezenas de milhões de pessoas que já vivem em terríveis situações humanitárias.”

No abrigo de Pintolândia, em Boa Vista, funcionários do ACNUR compartilham, em warao, informações de prevenção à COVID-19. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

ACNUR busca US$255 milhões para responder ao surto de COVID-19

A pandemia de coronavírus acelera, matando milhares de pessoas todos os dias. A população mais vulnerável a este surto inclui 70 milhões de crianças, mulheres e homens a deslocados à força por guerras e perseguições.

Entre eles, estão cerca de 25,9 milhões de refugiados, dos quais mais de três quartos vivem em países em desenvolvimento nas Américas, África, Oriente Médio e Ásia. Com sistemas de saúde fracos, alguns desses países já estão enfrentando crises humanitárias.

Naleen, refugiada síria de 15 anos, e seu tanbur. Foto: ACNUR/Firas Al-Khateeb

Refugiada síria reflete sobre impactos da guerra por meio da música

Com graça e confiança, a síria Naleen, de 15 anos, dedilha seu tanbur, um instrumento tradicional de cordas que parece uma extensão de seu corpo. Por meio da música, ela conta sua história para o mundo.

Para Naleen, a arte reflete a realidade: seu tanbur foi uma das únicas coisas que foi capaz de levar consigo quando fugiu da Síria há menos de seis meses.

Hoje, ela mora com a mãe no campo de refugiados de Bardarash, no Iraque. A música a mantém conectada com a vida que ela foi forçada a deixar para trás. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).