Abeer Khreisha, vencedora regional do Oriente Médio do Prêmio Nansen, do ACNUR, em sua casa na Jordânia. Foto: ACNUR | Diego Ibarra Sánchez.

ONU premia voluntária jordaniana pelo seu trabalho em auxílio a refugiados sírios

Abeer Khreisha é conhecida como “mãe dos sírios” por ajudar refugiados que chegam à Jordânia escapando do conflito na Síria.

A senhora de 50 anos trabalha há 20 como voluntária em um centro comunitário na cidade de Madaba, ajudando jordanianos e sírios em situação de vulnerabilidade. Ela mantém contato regular com as famílias que apoiou e realiza doze visitas domiciliares por dia para se certificar de que estão bem.

Por esse trabalho, ela foi a vencedora regional do Oriente Médio do Prêmio Nansen 2019, concedido anualmente pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em reconhecimento àqueles que se esforçam para apoiar refugiados e pessoas deslocadas ao redor do mundo.

Ashurov é o vencedor do Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em 2019. A iniciativa homenageia aqueles que se esforçaram para apoiar refugiados e pessoas deslocadas. Foto: ACNUR/Chris de Bode

Prêmio da ONU homenageia advogado que ajudou Quirguistão a acabar com apatridia

O advogado quirguiz Azizbek Ashurov explica que não garante cidadania para as pessoas que não a possuem, mas que simplesmente devolve o que sempre foi delas. Com fala mansa e sorriso caloroso, ele passou os últimos 15 anos defendendo os direitos de mais de 10 mil apátridas no Quirguistão.

Vencedor da edição deste ano do Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Ashurov ajudou o país da Ásia Central a alcançar um feito histórico — é o primeiro a acabar com a apatridia dentro de suas fronteiras.

A ativista LGBT Bianka Rodriguez nos escritórios da COMCAVIS Trans, em San Salvador. Foto: ACNUR/Tito Herrera

Mulher trans desafia perigos e lidera luta pelos direitos LGBTI em El Salvador

A salvadorenha Bianka Rodriguez estava saindo de um shopping em San Salvador quando um homem armado se aproximou e a forçou a entrar num carro. O homem dirigia sem rumo e dizia que iria matá-la. Após algum tempo, ele decidiu libertá-la. Para Bianka, o episódio mostrou os riscos que ela, como pessoa transgênero, sofria em seu país.

Hoje, Bianka Rodriguez, de 26 anos, preside a organização COMCAVIS Trans, que protege pessoas LGBTI obrigadas a se deslocar devido a ameaça de gangues em El Salvador. Por esse trabalho, ela foi a vencedora nas Américas do Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O cirurgião sul-sudanês Evan Atar é o vencedor do Prêmio Nansen do ACNUR de 2018. Ele é a única alternativa de assistência de saúde para mais de 200 mil pessoas, incluindo 144 mil refugiados. Foto: ACNUR/ Will Swanson

ONU premia cirurgião sul-sudanês que atende deslocados por conflitos e perseguições

O cirurgião sul-sudanês Evan Atar Adaha foi o vencedor deste ano do Prêmio Nansen, concedido pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Conhecido como Dr. Atar, ele está sendo homenageado por seu compromisso de 20 anos no atendimento médico a pessoas forçadas a fugir de conflitos e perseguições no Sudão e no Sudão do Sul, bem como nas comunidades que as acolhem.

Atar mora em Bunj, nordeste do Sudão do Sul, onde administra o único hospital em funcionamento da cidade. Ele e sua equipe atendem mais de 200 mil pessoas, sendo 144 mil refugiados do estado do Nilo Azul do Sudão e cerca de 53 mil moradores do Condado de Maban, no Sudão do Sul.

A irmã Angélique Namaika em Dungu, na província de Orientale, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/B.Sokol

A freira e a bicicleta: apoio a mulheres e meninas congolesas

A irmã Angélique Namaika recebeu o Prêmio Nansen para os refugiados em 2013 por ajudar mulheres e meninas deslocadas na República Democrática do Congo. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está à procura de uma nova heroína ou herói que apoie os refugiados.

O Prêmio Nansen do ACNUR visa reconhecer o trabalho de indivíduos e/ou grupos para ajudar pessoas em situação de refúgio. Você conhece alguém com esse perfil? As inscrições vão até dia 8 de fevereiro; saiba mais.

Mustapha entre seus alunos. Foto: ACNUR/Rahima Gambo

ONU premia professor nigeriano que leva educação para vítimas do Boko Haram

Levar educação para todas as crianças, incluindo as que são forçadas a abandonar suas comunidades por conta da violência. Essa é a incansável missão perseguida há quase uma década por Zannah Mustapha, professor nigeriano que foi anunciado nesta segunda-feira (18) vencedor do Prêmio Nansen da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Em 2007, o docente fundou uma escola na cidade de Maiduguri, capital do estado do Borno e epicentro dos confrontos provocados pelo grupo extremista Boko Haram.

Frei Tomás González Castillo, diretor do La 72, abrigo para refugiados em Tenosique, no México, defende direitos dos solicitantes de refúgio, incluindo pessoas da comunidade LGBTI. Foto: ACNUR/Markel Redondo.

Trabalhos que transformam vidas; conheça indicados ao Prêmio Nansen 2017

Da educação para refugiados no oeste de Uganda ao acolhimento de solicitantes de refúgio LGBTI que fogem de perseguições na América Central, os cinco indicados ao Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deste ano representam o empenho de todos aqueles que apoiam pessoas deslocadas por guerras e violência no mundo todo.

O prêmio humanitário foi criado em 1954 em memória do primeiro alto-comissário para refugiados, Fridjtof Nansen, e será entregue em 2 de outubro em Genebra, na Suíça.

Há mais de dez anos, Efi Latsoudi ajuda nos funerais de muçulmanos na ilha de Lesbos, no norte da Grécia, permitindo que refugiados enterrem seus familiares de acordo com sua religião. Ela lidera uma organização que mantém, junto com outros grupos da sociedade civil, a vila de PIKPA, um abrigo para os refugiados mais vulneráveis em Lesbos. Por seu trabalho humanitário, Efi Latsoudi ganhou o Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados, ACNUR. Foto: ACNUR/Gordon Welters

Vencedora de prêmio humanitário da ONU honra refugiados perdidos para o mar

Há mais de dez anos, Efi Latsoudi ajuda nos funerais de muçulmanos na ilha de Lesbos, no norte da Grécia, permitindo que refugiados enterrem seus familiares de acordo com sua religião. Ela lidera uma organização que mantém, junto com outros grupos da sociedade civil, a vila de PIKPA, um abrigo para os refugiados mais vulneráveis em Lesbos.

Por seu trabalho humanitário, Efi Latsoudi ganhou o Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados, ACNUR.

Foto: hrt.org.gr

Agência da ONU para Refugiados recebe indicações para prêmio humanitário

Prêmio Nansen de Refugiados do ACNUR tem como objetivo mostrar os valores de perseverança diante da adversidade trazida por uma crise de deslocamento de pessoas em massa devido a guerras ou conflitos. Qualquer indivíduo, grupo de pessoas ou organização que tenha apresentado um trabalho humanitário extraordinário em nome dos refugiados, deslocados ou apátridas pode ser nomeado.

Dom Paulo Evaristo Arns, que faleceu no final de 2016, foi o primeiro brasileiro a receber o Prêmio Nansen. Prazo para envio de indicações é dia 6 de fevereiro.

Aqeela Asifi ajuda uma de suas jovens alunas. A vencedora do Prêmio Nansen de 2015 abriu a escola em 1992 com uma tenda emprestada e textos manuscritos. Foto: ACNUR/Sara Farid

Afegã vence prêmio da ONU após criar escola para meninas refugiadas no Paquistão

A afegã Aqeela Asifi, vencedora do Prêmio Nansen para os Refugiados de 2015, está ampliando sua escola no Paquistão, que dá a meninas refugiadas acesso à educação secundária pela primeira vez.

A escola de Aqeela é uma das poucas do país a oferecer educação a crianças refugiadas com mais de 12 anos — uma situação muito frequente. Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mais da metade das 6 milhões de crianças em idade escolar sob seu mandato no mundo não têm acesso à educação.

Site do ACNUR lança página dedicada à exposição ‘Arte e Refúgio no Brasil’

A exposição “Arte e Refúgio no Brasil: uma celebração do 150º aniversário de Fridtjof Nansen”, que será aberta ao público na próxima terça-feira (11/10), em Brasília, ganhou hoje uma página especial no website do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), com informações sobre a exposição, galeria de fotos e uma coleção de painéis com a vida e obra do norueguês Fridtjof Nansen, homenageado pela mostra.