Ban Ki-moon reuniu-se esta semana com chefes de Estado de Mônaco e da Espanha para debater a crise, que pode ter consequências globais.

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Evan Schneider
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta quinta-feira (4) estar “profundamente preocupado e perturbado” com a crescente tensão na Península Coreana e pediu a todas as partes interessadas para ajudar a acalmar a situação.
Falando em uma coletiva de imprensa conjunta em Mônaco com o Ministro de Estado e Chefe de Governo do Principado, Michel Roger, Ban citou a “retórica inflamatória muito negativa” vindo da Coreia do Norte como a principal causa do aumento da tensão.
A Coreia do Norte realizou seu terceiro teste nuclear, conforme já vinha ameaçando, em fevereiro deste ano, e esta semana anunciou a reativação de um reator nuclear em Yongbyon.
“Venho afirmando repetidamente que a ameaça nuclear não é um jogo e que eles devem respeitar plenamente as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança”, afirmou Ban, que também se reuniu com o Primeiro-Ministro espanhol, Mariano Rajoy, para debater a crise que pode ter sérias consequências regionais e até globais.
O Secretário-Geral afirmou ter esperança de que a recente medida para restringir o movimento de pessoas e bens dentro e fora do Complexo Industrial de Kaesong, na Coreia do Norte, será posta em prática o quanto antes. Segundo relatos, o governo teria impedido o trabalho de sul-coreanos no local, um dos últimos símbolos remanescentes da cooperação entre os dois países.
“Eu estou preocupado que, por qualquer erro de julgamento, por qualquer erro de cálculo da situação, se alguma crise indesejada ocorrer na Península Coreana, teríamos implicações muito graves”, alertou Ban, acrescentando que as partes devem dialogar para resolver todos as questões pendentes.