A cada minuto, uma criança morre por causa da malária, destaca ONU

Segundo novo relatório das Nações Unidas, 1 bilhão de pessoas estão infectadas pelo parasita, que deixa metade da população de crianças no mundo vulnerável à morte ou a grave sequelas.

Crianças protegidas por tela antimalária na República Dominicana. Foto: OMS / OPAS

Crianças protegidas por tela antimalária na República Dominicana. Foto: OMS / OPAS

As Nações Unidas, em parceria com a Fundação Bill e Melinda Gates, publicaram, nesta segunda-feira (28), um relatório contendo estratégias e diretrizes para erradicar a malária no mundo até 2040. Apesar dos avanços no combate à doença durante os últimos 15 anos, o documento destaca que 1 bilhão de pessoas permanecem infectadas pelo parasita e, em média, a cada um minuto, uma criança morre por causa da malária.

Segundo informações do relatório, metade da população de crianças ainda estaria vulnerável à morte ou a sequelas provocadas pela doença. A erradicação poderia salvar 11 milhões de vidas. “Ela é a única solução sustentável para a malária. A alternativa seria um investimento infinito no desenvolvimento de novas drogas e inseticidas para que pudéssemos ficar sempre um passo à frente da resistência”, afirmou Bill Gates.

O relatório prevê planos de rastreamento da doença pelo mundo, bem como ações de controle dos vetores de transmissão e distribuição de remédios. No Brasil, as regiões ainda afetadas pela malária são o Norte e partes do Centro-Oeste e do Nordeste, segundo o levantamento.

Nos últimos anos, os investimentos globais para combater a doença cresceram cerca de 2000% por ano, subindo de apenas 130 milhões no ano de 2000 para 2,7 bilhões em 2013. De acordo com o documento, 6,2 milhões de vidas teriam sido salvas e 663 milhões de casos de malária teriam sido evitados desde 2000. Segundo as Nações Unidas, a luta contra a doença foi responsável pela redução de 20% da mortalidade infantil e materna.