‘A hora de agir é agora’, destaca chefe da ONU antes da abertura da Conferência do Clima de Paris

Secretário-geral da ONU convocou lideranças mundiais a buscar acordo ambicioso para combater as mudanças climáticas. “Os Estados-membros sabem que tem que tomar uma atitude”, afirmou.

Às vésperas da Conferência do Clima, Ban Ki-moon disse que a humanidade “não tem tempo a perder” no combate às mudanças do clima. Foto: ONU/Rick Bajornas

Às vésperas da Conferência do Clima, Ban Ki-moon disse que a humanidade “não tem tempo a perder” no combate às mudanças do clima. Foto: ONU/Rick Bajornas

“A hora de agir é agora”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na véspera da abertura da Conferência do Clima de Paris, que tem início nesta segunda-feira (30). O chefe da ONU convocou líderes mundiais a adotarem um acordo para o clima que seja ambicioso e que reflita a sua “liderança política e moral da humanidade”. “Não temos nenhum tempo a perder”, destacou o secretário.

Para o chefe da ONU, “é natural que os seres humanos mudem seu comportamento de um modo sustentável”, uma vez que a ciência já deixou claro que as mudanças climáticas são provocadas pela ação do homem. O secretário-geral alertou que as transformações do clima “não se importam com fronteiras nacionais” e que os países devem trabalhar juntos e não, em função de seus próprios interesses.

Embora a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) já tenha afirmado que os cerca de 180 planos nacionais de combate às mudanças climáticas, encaminhados pelos Estados-membros à agência, não são capazes de limitar o aumento da temperatura abaixo dos 2ºC, o secretário-geral da ONU disse que a COP21 pode ter um resultado bem-sucedido, capaz, ao menos, de alcançar essa meta.

No domingo (29), Ban Ki-moon também encontrou o presidente da França, François Hollande, com quem discutiu as negociações da COP21 e também o combate ao terrorismo, que abalou a capital do país. O secretário-geral e o chefe do Estado francês concordaram que “o fracasso em alcançar um acordo (climático) não era uma opção e teria consequências desastrosas”.

Em solidariedade às vítimas dos atentados, “da guerra e da perseguição” e também àqueles que desejavam participar da Marcha pelo Clima de Paris, o dirigente das Nações Unidas, assim como dezenas de manifestantes, depositou um par de sapatos na Place de la République, onde a manifestação ocorreria, antes de ser cancelada por questões de segurança.