“A imprensa não pode nunca ser livre com os jornalistas e trabalhadores da imprensa sob ataque”, diz Ban Ki-moon

Na última semana, mais dois jornalistas foram mortos em países da América Latina. Honduras registra um total de 15 jornalistas assassinados em menos de dois anos.

Departamento de Informação Púbica da ONUApós a morte de mais dois jornalistas em países da América Latina, as Nações Unidas iniciaram nesta terça-feira (13/09) a construção de um Plano de Ação para combater a impunidade e os crimes cometidos contra profissionais da imprensa. Ao longo dos últimos dez anos, mais de 500 jornalistas e trabalhadores da imprensa foram assassinados.

Na última quinta-feira (08/09), o jornalista peruano Pedro Alfonso Flores Silva morreu após ter sido baleado na cidade de Casma. Na noite do mesmo dia, em Honduras, o jornalista Medardo Flores também foi morto a tiros perto de sua casa, elevando para 15 o número de profissionais da mídia assassinados no país em menos de dois anos.

“Devemos fazer o máximo para garantir que a mídia consiga realizar seu indispensável trabalho em favor da humanidade”, disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon, por meio de mensagem lida pelo Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Comunicação e Informação Pública, Kiyo Akasaka. Ele mencionou também novas barreiras à liberdade de imprensa, como os assédios de vigilância na internet e a censura digital. “A imprensa não pode nunca ser livre com os jornalistas e trabalhadores da imprensa sob ataque”. (Leia a mensagem na íntegra clicando aqui)

O Plano de Ação deve ser divulgado amanhã (14/09), no encerramento do Fórum Interagencial do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (PIDC), que ocorre em Paris na sede da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A reunião será transmitida pelo webcast.