Nos últimos dias mais de 100 mil pessoas fugiram dos combate na cidade de Ramadi, na província de Anbar.

Pessoas fogem através de ponte do rio Eufrates, que liga a província de Anbar com Bagdá. Foto: ACNUR/G. O’hara
O alto comissário adjunto da ONU para os Refugiados, Volker Turk, acaba de retornar de uma viagem ao Iraque, onde 114 mil pessoas acabam de deixar a cidade de Ramadi, na província de Anbar, devido aos combates entre as forças governamentais e os grupos extremistas islâmicos, informou nesta terça-feira (21) a agência da ONU em Genebra (Suíça).
De acordo com o ACNUR, deste total, 54 mil foram para Bagdá, 15 mil para Sulaymaniyah – na região do Curdistão do Iraque – e o resto para Babilônia e Diyala. Cerca de 39 mil deslocados permanecem em Anbar, incapazes de fugir para mais longe.
A agência da ONU informou que os deslocados estavam exaustos e ansiosos para ir para locais mais seguros. Algumas pessoas tinham andado por quilômetros sem comida ou água.
“Muitas pessoas têm conseguido chegar a Bagdá nos últimos dias, mas relatórios sugerem que muitos deslocados estão tentando ir para a região do Curdistão do Iraque”, disse o porta-voz da entidade. Ele também informou que o ACNUR já distribuiu colchões, cobertores, utensílios de cozinha e kits de higiene para 8 mil pessoas em Amiriyat Al Fallujah e Bagdá; mais 12 mil receberão ajuda nos próximos dias.