Abertura para negociação política entre Israel e Palestina não pode ser perdida, afirma ONU

“Precisamos de decisões certas e líderes que estejam comprometidos com uma solução política acordada”, afirma o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, ao Conselho de Segurança.

Subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, pediu nesta terça-feira (22) para que seja aproveitada a atual abertura para novas negociações entre israelenses e palestinos para alcançar a tão esperada visão de dois Estados vivendo lado a lado, em paz e segurança.

“Apesar do difícil contexto regional e os desafios entre Israel e Palestina, esta é uma oportunidade que nenhum dos lados pode se dar ao luxo de perder”, disse Feltman ao Conselho de Segurança da ONU.

“Após 20 anos de conversas e muitos acontecimentos negativos, nós não precisamos de longas negociações”, afirmou. “Precisamos de decisões certas e líderes que estejam comprometidos com uma solução política acordada.”

As negociações diretas entre israelenses e palestinos paralisaram em setembro de 2010, depois que Israel se recusou a parar com o avanço dos assentamentos no território palestino ocupado. Após esforços dos Estados Unidso, os dois lados retomaram negociações em agosto deste ano.
“Apesar da bem-vinda intensificação das negociações, tem havido acontecimentos preocupantes nos territórios que não podemos ignorar”, disse Feltman, reiterando o apelo da ONU para conter a violência e a incitação, reforçar a calma e reverter tendências negativas para preservar a oportunidade de uma “tentativa ” no processo político.

Segundo Feltman, o Conselho está se reunindo em um momento de “diplomacia intensa” sobre diversas questões, desde a catástrofe na Síria para o processo de paz no Médio Oriente até os questionamentos sobre a proliferação nuclear.

“Embora os desafios em cada frente não devam ser subestimados, é importante manter e até mesmo aumentar o impulso por trás da diplomacia”, afirmou. “Nós incentivamos e continuamos empenhados em apoiar este Conselho e seus membros para explorar plenamente todas as oportunidades disponíveis para resolver pacificamente, através do diálogo, as difíceis questões que atormentam a paz e a segurança na região”.