Sinais de recuperação de Tacloban são visíveis, mas ainda há muitas necessidades. Mais de 1 milhão de agricultores e quase dois terços dos pescadores perderam seus meios de produção.

Chefe humanitária da ONU, Valerie Amos visita espaço infantil montado em Guiuan, Filipinas. Foto: OCHA/Joey Reyna
Fornecer abrigo e meios de subsistência para as populações afetadas em novembro pelo supertufão Haiyan continua sendo prioridade para as Nações Unidas e organizações parceiras nas Filipinas.
“Tacloban está hoje quase irreconhecível daquela cidade que eu vi em novembro”, afirmou a subsecretária-geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, nesta quinta-feira (27) ao visitar a região. Mas embora os sinais de recuperação sejam visíveis por todos os lados, destacou, ainda há “enormes” necessidades de abrigo temporário e casas permanentes, reforçando a importância de encontrar soluções de longa duração para essas famílias.
Amos alertou que “o governo, as Nações Unidas e organizações não governamentais devem continuar trabalhando juntos de modo que as pessoas mais vulneráveis sejam incluídas na recuperação” do país.
Também há vasta necessidade de subsistência, já que 33 milhões de coqueiros foram destruídos, gerando uma perda de aproximadamente 396 milhões de dólares para mais de 1 milhão de agricultores. Além disso, 10 mil pequenos barcos de pesca foram destruídos e 20 mil danificados, afetando quase dois terços das comunidades de pescadores.
Em dezembro, a ONU lançou um plano estratégico de resposta para um ano no total de 800 milhões de dólares para apoiar um outro plano do governo, que soma cerca de 8,17 bilhões de dólares para a recuperação ao longo de quatro anos.
O plano para recuperar as condições econômicas e sociais aos níveis de antes do tufão e desenvolver resiliência recebeu até agora 46% dos 788 milhões de dólares necessários.