Acabar com a apatridia na Europa é uma meta realista até 2024, diz agência de refugiados da ONU

Através da campanha #IBelong, lançada ano passado, o ACNUR espera acabar com o sofrimento de um número estimado de 10 milhões de pessoas apátridas em todo o mundo.

Olga Khutsishvili de 19 anos, mostra orgulhosa seu cartão de identificação da Geórgia junto com seu filho Zaza. Com a ajuda do ACNUR ela conseguiu obter certidões de nascimento para ela e seu filho. Foto: ACNUR/ N. Kajaia

Olga Khutsishvili de 19 anos, mostra orgulhosa seu cartão de identificação da Geórgia junto com seu filho Zaza. Com a ajuda do ACNUR ela conseguiu obter certidões de nascimento para ela e seu filho. Foto: ACNUR/ N. Kajaia

Através da campanha #IBelong, lançada ano passado, o ACNUR espera acabar com o sofrimento de um número estimado de 10 milhões de pessoas apátridas em todo o mundo.

A agência de refugiados das Nações Unidas, que lançou uma campanha, #IBelong (#EuPertenço), para acabar com o sofrimento de cerca de 10 milhões de pessoas sem pátria em todo o mundo até o ano de 2024, disse nesta segunda-feira (01) que enfrentar a situação de 600 mil pessoas à margem da sociedade na Europa “é realizável” nesse prazo.

“Na Europa, damos por certo que há muitas garantias, como o acesso à educação, cuidados de saúde, emprego e viagens, mas cerca de 600 mil pessoas em todo o continente ainda não gozam desses direitos básicos”, disse Vincent Cochetel, diretor para a Europa do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). “Eles são apátridas”.

Cochetel falou em uma entrevista sobre a estratégia para acabar com a apatridia e os riscos de mais pessoas se tornarem apátridas, na véspera de uma conferência do ACNUR e seus parceiros que acontece em Budapeste, Hungria, nessa terça (01) e quarta-feira (02) e irá se concentrar sobre a necessidade de ajudar crianças apátridas, que compõem um terço da apátridas.

“Fazer a apatridia desaparecer é um objetivo realista na Europa”, disse ele. “Vários mapeamentos de populações apátridas têm sido executados; o problema é identificado e gerenciável. Estou convencido de que todos os países europeus irão tornar-se partes das convenções sobre apatridia antes do final da campanha (do ACNUR) #IBelong em 2024”, lançada ano passado para acabar com o sofrimento de um número estimado de 10 milhões de pessoas apátridas em todo o mundo até o ano de 2024, incluindo os da Europa.