Agência quer distribuir kits domésticos na província do Kivu do Norte, onde 500 mil pessoas foram deslocadas pelos conflitos.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está coordenando uma ação conjunta internacional para distribuir imediatamente kits de utensílios domésticos para famílias deslocadas em diversos locais no leste da República Democrática do Congo (RDC).
Dentre essas áreas está o acampamento de Bulengo, a 20 km de Goma, capital da província de Kivu do Norte. Em Bulengo, há pessoas de diferentes áreas afetadas por várias facções envolvidas nos conflitos. Kivu do Norte tem sido palco de confrontos por mais de uma década entre rebeldes e o exército nacional.
Desde abril, quando teve início a atual crise, cerca de 500 mil pessoas foram deslocadas na província. Muitas dessas famílias já tinham fugido e estavam vivendo em locais para as pessoas deslocadas ou com famílias de acolhimento, sendo forçadas a sair mais uma vez.
Os kits distribuídos contém 10 itens essenciais, incluindo lonas de plástico, cobertores, colchonetes, uma pia, um bidão, um conjunto de cozinha e sabão. A maioria da população que fugiu deixou suas casas ou locais de refúgio rapidamente, com poucos pertences. Muitos foram forçadas a dormir em abrigos improvisados. Estes fornecem pouca proteção contra a chuva, especialmente durante a noite.
“Muitos ainda não têm abrigo adequado para manter-se secos e quentes”, disse a Representante do UNICEF na RDC, Barbara Bentein. “Quando as crianças se molham e não podem mudar suas roupas, elas têm maior risco de ficarem doentes e sofrerem doenças infecciosas como a pneumonia”, completou.
Durante o Natal, a calma prevaleceu na região, o que facilitou que o UNICEF e seus parceiros realizassem o cadastramento das famílias para preparar as distribuições. No entanto, a situação continua tensa no local, o que segundo a agência da ONU atrasou a chegada dos kits.
Além do UNICEF, participam das distribuições outras três agências das Nações Unidas: o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Treze organizações não governamentais locais e internacionais também participaram das atividades, que só foram possíveis por doações de várias instituições, dentre elas a do Fundo Central de Resposta de Emergência (CERF) da ONU, que é gerido pelo OCHA.