Crime que vitimou Décio Sá em São Luís, no Maranhão, prejudica a liberdade de expressão. Só em 2012, quatro jornalistas foram mortos no país.
O porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rupert Colville, afirmou hoje (27/04) que a morte do jornalista Décio Sá mantém aceso o sinal amarelo do exercício da liberdade de expressão no Brasil.
“Estamos muito preocupados com o que parece ser uma alarmante tendência ao assassinato de jornalistas que está prejudicando o exercício da liberdade de expressão no Brasil. Estamos preocupados há tempos com a necessidade de que os defensores dos direitos humanos brasileiros, incluindo os jornalistas, possam fazer seu trabalho sem temer a intimidação ou algo pior.”
O jornalista Décio Sá foi baleado na noite de segunda-feira (23/04) em um bar de São Luís, Maranhão. Ele cobria política, corrupção e crime organizado. Em 2012, quatro jornalistas já foram assassinados no Brasil.
Para o ACNUDH, uma medida importante para a proteção dos profissionais seria a adoção do projeto de lei, apresentado ao Congresso em 2011, que estabelece que as investigações policiais sobre crimes envolvendo jornalistas ocorram em âmbito federal.
“Saudamos o compromisso das autoridades estaduais para conduzir uma investigação exaustiva e pedimos para que esse e outros casos similares sejam tratados como prioridade, para que os responsáveis não se sintam despreocupados pela impunidade por esses crimes. Além disso, instamos o Governo a adotar imediatamente medidas de proteção para evitar mais incidentes desse tipo.”