A agência da ONU recebeu relatos de abusos aos direitos dos acusados, incluindo maus-tratos no período de prisão preventiva, falta de representação legal e imprecisão na base legal das acusações.

Alto comissário para direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré.
A execução de cinco afegãos acusados de assalto à mão armada e de estupro coletivo agendada para esta quarta-feira (08) está sendo criticada pelo chefe de direitos humanos das Nações Unidas, que continua a clamar por revisão judicial do caso e pela garantia do direito a julgamento justo.
Apesar de concordar que estes são crimes aterrorizantes e devem ser punidos pelo governo do Afeganistão, o alto comissário da ONU para direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, enviou ao atual presidente, Ashraf Ghani, um pedido de suspensão das execuções, que haviam sido assinadas pelo seu antecessor, Hamid Karzai.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirma ter recebido relatos confiáveis de abusos aos direitos dos acusados, incluindo maus-tratos no período de prisão preventiva, falta de representação legal e imprecisão na base legal das acusações.
O alto comissário convidou Ghani a remeter os processos aos tribunais e a considerar exercer seu poder constitucional para converter as sentenças de morte em termos adequados de prisão.