ACNUR acolhe sobreviventes de naufrágios que deixaram mais de 40 refugiados desaparecidos na Grécia

Embarcações afundaram perto de Lesbos, ilha do território grego. Condições precárias dos barcos estariam entre as causas dos incidentes. No sábado (19), seis mil refugiados chegaram à Grécia.

Pertences de uma das vítimas recentes das travessias no Mediterrâneo, em busca de segurança na Europa. Foto: ACNUR / I. Prickett

Pertences de uma das vítimas recentes das travessias no Mediterrâneo, em busca de segurança na Europa. Foto: ACNUR / I. Prickett

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) passou o domingo (20) acolhendo os sobreviventes de dois naufrágios que deixaram mais de 40 desaparecidos na costa de Lesbos, ilha do território grego. Segundo informações da agência da ONU e da guarda costeira do país, duas embarcações afundaram durante o fim de semana, quando faziam a travessia da Turquia para a Grécia.

Na madrugada de domingo, um bote que transportava cerca de 50 pessoas naufragou quando se aproximava de Lesbos. Durante a tarde, foram encontrados 20 sobreviventes, mas 27 permanecem desaparecidos. Uma morte já havia sido confirmada. Segundo informações de alguns dos sobreviventes, o barco teria colidido com uma balsa por volta das 4h30 da manhã.

O outro incidente aconteceu na noite de sexta-feira (18), quando um barco de madeira levando 20 passageiros afundou após ficar sem combustível. Entre dez e 12 pessoas estão dadas como desaparecidas. Uma menina de oito anos se afogou durante o naufrágio.

A hidrovia entre a Turquia e as ilhas gregas tornou-se o principal ponto de entrada para os refugiados na Europa, ao longo dos últimos meses. No sábado (19), seis mil pessoas chegaram à Grécia e estima-se que, até agora, neste ano, mais de 318 mil já completaram a travessia para o país. Em 2015, a Europa já testemunhou a chegada de mais de 442 mil refugiados por via marítima.