ACNUR alerta para ‘tremenda pressão’ de Ilhas gregas com chegada de centenas de refugiados diariamente

Só em 2015, cerca de 55 mil refugiados chegaram à Grécia. Pressão migratória coloca em risco atendimento e proteção dessa população.

riança dormindo fora do centro de triagem em Moria, em Lesbos. Refugiados e migrantes vivem em tendas fora do centro de triagem até que haja um espaço disponível para acomodá-los dentro. Foto: ACNUR/S. Baltagiannis

riança dormindo fora do centro de triagem em Moria, em Lesbos. Refugiados e migrantes vivem em tendas fora do centro de triagem até que haja um espaço disponível para acomodá-los dentro. Foto: ACNUR/S. Baltagiannis

Mais de 55 mil refugiados chegaram nas ilhas gregas até agora em 2015, com centenas chegando todos os dias em botes infláveis e barcos de madeira, colocando uma “tremenda pressão” nas comunidades que os recebem e piorando as condições para os recém-chegados, declarou nesta terça-feira (16) a agência para refugiados das Nações Unidas.

“Espera-se que o número de desembarques aumente mais ainda durante o verão, quando as condições meteorológicas deixam a travessia marítima do continente turco menos perigosa”, disse o porta-voz do Escritório do Alto Comissário da ONU para os refugiados (ACNUR), William Spindler, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

Mais de 90% das pessoas que chegam às ilhas gregas vêm de nações que sofrem com guerras e conflitos, principalmente sírios, que constituem 60% dessas pessoas, seguido de afegãos, iraquianos e somalis.

O ACNUR destacou as imensas dificuldades que os recém-chegados enfrentam, principalmente as mulheres grávidas, idosos, crianças desacompanhadas, pessoas com deficiência e vítimas de tortura. Em Lesbos, por exemplo, centenas de pessoas tiveram que caminhar 70 quilômetros até a capital da ilha para poderem ser identificadas e registradas.