ACNUR: Aulas de natação ajudam refugiados a se integrar na Noruega

Um dos beneficiados de programa local, de 26 anos, chegou pela primeira vez em Grimstad, uma pequena cidade na costa sudoeste da Noruega, em 2013. Depois de fazer aulas de natação na cidade, ele se qualificou como instrutor e agora ensina outros refugiados a nadar.

Basem, o segundo rapaz da direita para esquerda, observa seus filhos Omar e Shayma mergulhando na piscina. Foto: ACNUR/J. Bävman

Basem, o segundo rapaz da direita para esquerda, observa seus filhos Omar e Shayma mergulhando na piscina. Foto: ACNUR/J. Bävman

Por ser um grande nadador em uma nação de maioria nômade, onde muitos são criadores de camelos, Abdullahi Yusuf Jibril foi sempre um pouco diferente. Mas hoje, como refugiado da Somália na Noruega, ele está realmente promovendo mudanças.

O rapaz de 26 anos de idade chegou pela primeira vez em Grimstad, uma pequena cidade na costa sudoeste da Noruega, em 2013. Depois de fazer aulas de natação na cidade, ele se qualificou como instrutor e agora ensina outros refugiados a nadar.

“Estou muito orgulhoso de mim mesmo, já que eu só vivi na Noruega menos de três anos”, disse. “Eu amo nadar e eu gosto de ensinar as pessoas, tanto crianças como adultos. E eu quero me integrar no país e aprender a me comunicar com os outros.”

Abdullahi desempenha um papel importante nos esforços da cidade de Grimstad para integrar os recém-chegados, ajudando os refugiados a mergulhar na sociedade norueguesa. Aulas de natação são vistas tanto como medidas preventivas de segurança e como uma ferramenta para ajudar os refugiados a ganhar confiança e se integrar.

As aulas são parte de uma campanha nacional para incentivar as autoridades a facilitar o aprendizado das habilidades de natação. Em 2015, o governo destinou NKR 7 milhões — cerca de 0,7 milhões de euros — em doações para os municípios destinados às aulas de natação. Como resultado, o programa de natação de Grimstad para os refugiados tem crescido rapidamente.

Para Abdullahi, que chegou na Noruega pela Turquia, atravessando o Mediterrâneo, ensinar natação é agora um emprego de meio período que ele pode se dedicar quando não está estudando em tempo integral no programa de integração oficial para os refugiados.

“Para mim, a coisa mais importante é ensinar as crianças a nadar”, diz ele. “Sejam elas crianças refugiadas ou a crianças norueguesas.”

“Mesmo não conseguindo me comunicar com algumas das pessoas que ensinamos, posso demonstrar minhas habilidades e usar linguagem corporal. Nós sempre temos um retorno positivo por parte dos pais, que nos dizem que os seus filhos estão ficando cada vez melhor.”

Leia mais sobre esta experiência no site do ACNUR clicando aqui.