A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou ao final de junho a naturalização de quatro refugiados que vivem na Bolívia e, agora, são cidadãos do país que os acolheu. Nancy Soto e Edison Aliaga, do Peru, e o casal Igbal e Sania Ahmed, do Paquistão, receberam suas certidões de cidadania boliviana na cidade de Cochabamba, ao final do mês passado (22).
A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou ao final de junho a naturalização de quatro refugiados que vivem na Bolívia e, agora, são cidadãos do país que os acolheu. Nancy Soto e Edison Aliaga, do Peru, e o casal Igbal e Sania Ahmed, do Paquistão, receberam suas certidões de cidadania boliviana na cidade de Cochabamba, ao final do mês passado (22).
“Os refugiados são pessoas que foram forçadas a fugir de seus países e, hoje, com a generosidade da Bolívia, eles podem ser cidadãos bolivianos”, elogiou o representante regional do ACNUR, Michele Manca di Nassa.
“Hoje é um dia de festa. Esperei muitos anos por esse dia e hoje me sinto muito feliz por ser boliviana”, disse Nancy Soto durante cerimônia na sede do governo municipal.
Os ex-refugiados receberam o título de cidadão das mãos do chanceler boliviano Fernando Huanacuni. No evento, o dirigente assinou um acordo entre o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Educação para promover o acesso eficiente da população refugiada à educação regular, alternativa e também de nível superior.
Michele di Nassa chefia o Escritório Regional do ACNUR para o Sul da América Latina, organismo atuante na Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. Segundo estimativas informadas ao organismo internacional por governos e agências parceiras, até dezembro de 2016 havia mais de 20 mil pessoas refugiadas e solicitantes de refúgio nesses países.