O Alto Comissariado da ONU para Refugiados fechou seu escritório em Gulu, Uganda, no final de 2011. Em cinco anos, a agência ajudou dois milhões de deslocados ugandeses.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) fechou seu escritório em Gulu, norte de Uganda, na última semana de dezembro de 2011. Nos cinco anos de trabalho no país africano, a agência prestou assistência a cerca de dois milhões de deslocados internos ugandeses.
“No auge do conflito, em 2005, havia 1,84 milhão de deslocados vivendo em 251 campos espalhados por 11 distritos no norte de Uganda”, disse o porta-voz da organização, William Spindler.
O ACNUR abriu seu escritório em Gulu em 2006 com o objetivo de gerenciar os campos de refugiados e proteger os deslocados internos do conflito entre o Exército ugandês e o grupo rebelde Exército de Resistência do Senhor.
Entre alguns dos feitos em Uganda estão a construção de estradas, escolas, centros de saúde e postos policiais; a doação de kits básicos de sobrevivência; e a construção de cabanas e latrinas para pessoas carentes.
Os projetos de ajuda humanitária do ACNUR para os deslocados serão integrados a programas de desenvolvimento do governo. Cerca de 30 mil deslocados ugandenses ainda vivem nos últimos quatro campos, além de centros de trânsito e comunidades locais.
O ACNUR também repassou seu mandato de proteção à Comissão de Direitos Humanos de Uganda, que lidará agora com as questões relacionadas à propriedade de terra e aos direitos humanos dos deslocados.