Relatos incluem assassinatos, violações sexuais, tortura, extorsão de comida, recrutamento militar forçado, incluindo de crianças, e violência por motivações étnicas.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) condenou na sexta-feira (27) “abuso desenfreado” contra civis no leste da República Democrática do Congo em meio ao combate que deslocou quase meio milhão de pessoas nos últimos quarto meses.
“Nossos funcionários e parceiros em Uganda, Ruanda e no leste da RDC têm recebido relatos regulares de violações e abusos generalizados de direitos humanos”, afirmou o Porta-Voz do ACNUR Andrej Mahecic, em Genebra, na Suíça.
“Estes incluem assassinatos indiscriminados e sumários de civis, violações e outros abusos sexuais, tortura, prisões arbitrárias, agressões, saques, extorsão de dinheiro e comida, destruição de propriedade, trabalho forçado, recrutamento militar forçado, incluindo de crianças, e violência por motivações étnicas”, descreveu.
As tropas da RDC estão lutando contra o chamado M23, um grupo de ex-militares amotinados desde abril que avança pelo nordeste do país, incluindo as províncias de Kivu do Norte e Orientale. As forças de segurança congolesas tem recebido suporte de soldados que servem na Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC (MONUSCO).
Funcionários da ONU e o Conselho de Segurança condenaram os ataques do M23 e pediram que todas as formas de apoio a este e outros grupos armadas sejam cessadas imediatamente.
“Pedimos que todas as partes do conflito tomem as medidas para proteger a população civil e evitar ataques indiscriminados e desproporcionais”, disse Mahecic.
O ACNUR e parceiros estão provendo abrigo, proteção, aconselhamento medico e psicossocial nos campos em Uganda e Ruanda, mas o deterioração da situação de segurança no leste da RDC está afetando severamente a capacidade da agência de entregar ajuda for a dos campos de deslocados estabelecidos em Goma, capital de Kivu do Norte.