Hoje deslocados e refugiados forçados a deixar seus lares por razões relacionadas às mudanças climáticas ou desastres não contam com nenhuma política de proteção. Acordo busca elaborar uma política comum para responder a esta questão.

Com a elevação do nível do mar, muitas pessoas que vivem na costa perderão suas casas e novas ondas migratórias acontecerão. Foto: David Baird (Creative Commons)
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) reuniu 110 países para fortalecer a proteção de pessoas que se deslocam por desastres ou mudanças climáticas, como inundações, terremotos, furacões, secas e elevação do nível do mar. Os países apoiaram a Agenda para a proteção de deslocados no contexto de desastres e mudanças climáticas na Consulta da Iniciativa Global Nansen nesta terça-feira (13).
Hoje deslocados e refugiados que deixam suas casas por razões relacionadas às mudanças climáticas ou desastres não contam com nenhuma política de proteção. A iniciativa visa gerar consenso entre os países sobre a melhor forma de abordar os deslocamentos entre as fronteiras provocados por estas causas.
A perspectiva da ONU é também combater as catástrofes e mudanças climáticas e orientar o desenvolvimento dos países. A iniciativa conta com a participação da Instituição Brookings e Universidade de Georgetown, colaborando com o planejamento da relocação de pessoas ameaçadas por desastres e mudanças climáticas.
Antecedendo a Conferência em Paris, que definirá uma nova agenda para combater o aquecimento global, o ACNUR tem reiterado seu pedido para que os Estados insiram na pauta o crescimento da mobilidade humana relacionada às mudanças climáticas e que tomem medidas pró-ativas para atender essa questão.
“Se podemos tirar qualquer lição da situação atual de refugiados na Europa e no Oriente Médio, é que temos que encarar a previsão seriamente, aceitar as realidades da migração e deslocamento e lidar com elas de maneira eficaz e urgentemente”, disse o alto comissário assistente para Proteção, Volker Türk.