Com o início da estação chuvosa, acampamentos receberão auxílio via transporte aéreo.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para refugiados (ACNUR) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) estão aumentando seus esforços para reverter as taxas de desnutrição, doenças e o número de mortos em campos para refugiados sudaneses no Sudão do Sul. Para que a entrega de ajuda humanitária não seja interrompida com o início da estação chuvosa, os acampamentos receberão auxílio via transporte aéreo.
No acampamento de Yida, no estado Unidade, mais de 8,2 mil famílias começam a receber hoje (3) itens de higiene, enlatados e cobertores. Em junho e julho, médicos e trabalhadores humanitários identificaram alta significativa no número de crianças mortas no acampamento.
“Esse remoto campo de fronteira abriga agora cerca de 60 mil refugiados oriundos do estado sudanês Kordofan do Sul, um aumento de quatro vezes desde abril. As crianças representam mais de um quarto dessa população”, disse a Porta-Voz do ACNUR Melissa Fleming.
Falta de infraestrutura dificulta entrega de alimentos
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) também anunciou hoje (3) que planeja sobrevoar o estado de Alto Nilo, no Sudão do Sul, para prestar assistência alimentar. Falta infraestrutura na região, que teve o acesso complicado após o início da estação chuvosa.
O esforço para estrega aérea de quase 2 mil toneladas de alimentos ocorre após uma nova onda no fluxo de refugiados, com cerca de 35 mil pessoas, a maioria vinda do estado sudanês Nilo Azul.
O PMA tem utilizado barcaças, caminhões e helicópteros para se locomover e só no mês passado apoiou cerca de 105 mil refugiados na área.
De acordo com o ACNUR, há quase 170 mil refugiados sudaneses atualmente no Sudão do Sul. Muitos continuam a chegar em fuga de conflitos e da escassez de alimentos no estado sudanês Nilo Azul.