Um acordo recente entre o Sudão e o Sudão do Sul deve facilitar um movimento migratório em grande escala do norte para o sul, afirma a agência.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional de Migrações (OIM) reúnem esforços humanitários para facilitar o embarque de pessoas no Sudão à espera de transporte para o Sudão do Sul. Com a retomada do serviço de trens para Wau, no Sudão do Sul, na semana passada, espera-se que outras 4.500 pessoas possam deixar Cartum, capital do Sudão, em março.
O primeiro trem partiu na última quinta-feira (01/03) com 1.400 sudaneses do sul em direção ao novo país. Frisella Achul, 38 anos, mãe de três crianças, estava entre a multidão que se reuniu na estação de trem de Soba, no leste de Cartum. “Espero que este trem não se atrase novamente. As pessoas estão frustradas e chateadas com os contínuos atrasos e não podem mais viver dessa maneira, entre o céu e a terra, sem nada para as proteger”, disse.
Os meios de transporte não estão respondendo à demanda massiva de pessoas que querem ir para o sul, deixando muitas ao relento, em diferentes pontos ao redor da capital. “Tenho estado nesta situação desde que deixei minha casa para esperar o momento de tomar o trem. Deixei meu trabalho em uma ONG e preciso arrumar um novo emprego”, disse Friella.
Um acordo recente entre o Sudão e o Sudão do Sul deve facilitar um movimento migratório em grande escala do norte para o sul. Mas ainda há questões em aberto, como financiamento da operação, problemas logísticos e reforço na segurança em todo o trajeto.