A renovação dos combates no país pode afetar as negociações de paz em curso desde 2012 na capital cubana, afirmou o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres.

Uma mãe carrega seu bebê em um assentamento de Altos de la Florida, em Soacha, na Colômbia. A maioria das pessoas no assentamento foram deslocadas de outras áreas da Colômbia por causa dos combates e ameaças por várias facções armadas. Foto: ACNUR/S. Rich
O alto comissário das Nações Unidas para refugiados, António Guterres, manifestou preocupação sobre a renovação de combates na Colômbia, uma suspensão no cessar-fogo que poderia descarrilar o processo de paz em curso e aumentar os riscos para a população civil.
“Depois de décadas de instabilidade, os colombianos, especialmente os milhões de deslocados, anseiam por paz, fixando esperanças na solução negociada. Quaisquer interrupções no processo de paz poderia prejudicar suas chances de se chegar a um resultado positivo”, disse Guterres em um comunicado.
O representante do ACNUR pediu que o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) avancem nas negociações, acrescentando que ele espera que essa conversa, que vêm ocorrendo na capital cubana Havana desde 2012, resulte em breve em um acordo de paz.
Gutierres também parabenizou os progressos em questões-chave da agenda de negociação, como os acordos alcançados até o momento para i estabelecimento de uma comissão de verdade e justiça, fim do recrutamento infantil e desminagem do departamento de Antioquia, uma das regiões mais minadas do mundo.