ACNUR: Maior campo de refugiados do Oriente Médio enfrenta dificuldades com aumento do número de recém-chegados

Com a lotação de Zaatari, o número de refugiados em busca de abrigo no segundo campo da Jordânia, Azraq, aumentou nos primeiros seis meses deste ano, disse o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, em Genebra.

Vista do campo de refugiado na Jordânia, que abriga mais de 80 mil refugiados sírios. Nesta quarta ele completa três anos. Foto: ACNUR/C. Herwig

Vista do campo de refugiado na Jordânia, que abriga mais de 80 mil refugiados sírios. Nesta quarta ele completa três anos. Foto: ACNUR/C. Herwig

No campo de Zaatari na Jordânia, o maior campo de refugiados no Oriente Médio, encontra-se aproximadamente 81 mil sírios. Na ocasião do seu terceiro aniversário, celebrado nesta quarta-feira (28), o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) revelou que as condições de vida dos mais de meio milhão de refugiados que vivem em áreas urbanas da Jordânia estão cada vez mais difícil, o que aumenta a população dos campos onde há mais assistência.

A última pesquisa mostrou que 86% de refugiados urbanos vivem abaixo da linha de pobreza jordaniana, o que significa que recebem cerca de 95 dólares per capita ao mês. “Com a lotação de Zaatari, o número de refugiados em busca de abrigo no segundo campo da Jordânia, Azraq, aumentou nos primeiros seis meses deste ano” disse o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, em Genebra.

Na primeira metade de 2015, 3.658 pessoas retornaram para Azraq vindos de áreas urbanas, comparado com apenas 738 na segunda metade de 2014. Mais de metade da população é formada por crianças, onde uma em cada três não frequenta escola, representando os desafios do reestabelecimento da educação interrompida pela guerra.“

Mais oportunidades necessitam ser encontradas para esta geração, e para os milhares de outros refugiados em volta da região em situação similares. Eles são o futuro da Síria”, disse a funcionária de comunicação do ACNUR, Arianne Rummery.