O Alto Comissariado da ONU para Refugiados aumenta a ajuda humanitária emergencial e monitora o deslocamento de pessoas para países vizinhos em busca de assistência.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) está intensificando a ajuda humanitária emergencial no sul e oeste da Somália, enquanto monitora o deslocamento de pessoas para países vizinhos em busca de assistência. Trabalhando com parceiros locais, a agência distribuiu kits humanitários para 90 mil pessoas em cidades no noroeste do país.
“Atualmente, a situação para os trabalhadores humanitários na Somália está longe do ideal”, disse o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, em uma coletiva de imprensa em Genebra (Suíça) nesta terça-feira (19/07). “Precisamos ter maior acesso e garantias de que o caráter humanitário do nosso trabalho seja respeitado”.
A violência crônica, associada a desastres naturais e ondas de secas, deslocou mais de um quarto da população somali de 7,5 milhões. Neste ano, mais de 160 mil somalis fugiram para países vizinhos, como Djibouti, Etiópia e Quênia, enquanto cerca de 1,5 milhões de pessoas se deslocaram internamente.
Somalis que cruzaram para países vizinhos estão sendo acomodados em campos de refugiados superlotados. O ACNUR está fortalecendo seus mecanismos de monitoramento dos movimentos populacionais e de proteção nas rotas que levam aos campos de refugiados de Dolo Ado e Dadaab, na Etiópia e no Quênia respectivamente. Espera-se que relatórios regulares permitam ao ACNUR e outras agências humanitárias informar a necessidade de intervenções humanitárias.
“Considerando o grave estado de saúde de vários refugiados que chegam aos campos, o ACNUR acredita ser fundamental que as pessoas na Somália consigam encontrar ajuda no lugar onde estão”, disse Edwards. “Pode ser que isso contribua para diminuir a necessidade de deslocamento para países vizinhos, onde os campos de refugiados já estão abarrotados. Continuamos buscando todas as formas de intensificar nosso trabalho no interior da Somália”.