Com sinais de redução da violência em partes da Somália, países que recebem refugiados consideram a possibilidade de incentivá-los a voltar. Agência da ONU afirma que retorno tem de ser voluntário e cauteloso.

Mulheres somalis aguardam ajuda humanitária em Mogadíscio. Foto: ACNUR/S. Modola (arquivo)
Com sinais de redução da violência em partes da Somália, países que recebem refugiados consideram a possibilidade de incentivá-los a voltar. Alguns somalis já decidiram regressar espontaneamente para áreas controladas pelo Governo. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), porém, destaca que o acesso da ajuda humanitária para a maior parte da região ainda é limitado e a segurança, frágil, especialmente no Centro-Sul.
“O retorno para a Somália deve ser, em primeiro lugar, voluntário”, disse o chefe da agência, António Guterres, na terça-feira (9) durante visita a Mogadíscio. “Neste momento, a grande maioria dos somalis no exílio ainda precisa de asilo porque não há condições de segurança para um repatriamento em larga escala.”
Guterres pediu uma abordagem por fases, assistência aos refugiados que desejam regressar às suas casas e a facilitação de grupos limitados que voltam para áreas específicas, que são consideradas seguras.
A Somália tem sido dilacerada por lutas entre facções desde 1991. O conflito deixou cerca de 1,1 milhão de pessoas deslocadas internamente e mais de 1 milhão refugiados.