ACNUR: nos últimos 15 dias mais de 120 pessoas morreram em naufrágios no Mediterrâneo

“Entre as vítimas e sobreviventes estão pessoas que fogem da violência ou da perseguição em suas terras”, lembrou o ACNUR, que lançou uma campanha para esclarecer sobre os perigos destas viagens.

Refugiados sírios resgatados de um naufrágio no Mediterrâneo. Foto: ACNUR/A. d’Amato

Nesta terça-feira (13), após a morte de 17 pessoas e o resgate de outras 226 de um naufrágio em águas internacionais entre a Itália e a Líbia, as Nações Unidas registraram sua preocupação com o número crescente de acidentes marítimos no Mar Mediterrâneo, reflexo do aumento de pessoas que tentam a travessia em embarcações pouco seguras, muitas vezes controladas por contrabandistas.

A tragédia desta segunda-feira (12) é apenas mais uma na sequência de naufrágios nas últimas duas semanas na zona costeira líbia, onde se estima que 121 pessoas já morreram e outras 134 foram resgatadas em três acidentes do tipo.

“Entre as vítimas e sobreviventes estão pessoas que fogem da violência ou da perseguição em suas terras, e os riscos que enfrentam nestas perigosas jornadas revelam as limitadas opções  que possuem para sair da Líbia, da Síria e de outros países”, disse o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Adrian Edwards.

Para tentar reverter esta situação, o ACNUR lançou uma campanha de informação, em parceria com a guarda costeira da Líbia, organizações não governamentais, parceiros das Nações Unidas e requerentes de asilo para informar as pessoas sobre os riscos reais envolvidos neste tipo de viagens marítimas.