Reconhecimento é um passo adiante na campanha mundial para acabar com a situação de apatridia no mundo até 2014. Hoje há 10 milhões de pessoas que não possuem nenhuma nacionalidade, 40% delas na Ásia.

Thida Arngee, da etnia Akha, viveu como apátrida até quatro anos atrás, quando obteve a nacionalidade tailandesa. Foto: ACNUR/Roger Arnold
Parabenizando o anúncio da Tailândia de conceder a nacionalidade para mais de 18 mil apátridas nos últimos três anos, o Alto Comissário da ONU para Refugiados (ACNUR) destacou, nesta terça-feira (01), os esforços do país como um passo à frente na campanha global para acabar com a apatridia até 2024.
Pessoas apátridas não conseguem desfrutar dos mais básicos direitos humanos, possuem um acesso limitado a bens e serviços, como saúde e educação, e limitadas oportunidades de emprego, segundo o recente relatório divulgado pelo ACNUR.
Hoje há 443.862 pessoas apátridas na Tailândia. Muitos delas são provenientes de tribos montanhosas de áreas remotas e fronteiriças e possuem uma informação limitada sobre como acessar seus direitos e nacionalidade.
O ACNUR vem trabalhando com as autoridades tailandesas para alcançar essas comunidades afetadas e acelerar o processo de inscrição para a obtenção de nacionalidade, incluindo o financiamento de equipes móveis para áreas remotas. A própria princesa Maha Chakri Sirndhom lançou campanhas para garantir que crianças em idade escolar e pessoas vulneráveis tenham acesso aos seus direitos e nacionalidade.
No mundo, hoje, há mais de 10 milhões de pessoas apátridas, sendo que mais de 40% delas vive na Ásia.