ACNUR participa de encontro sobre oportunidades de trabalho para refugiados em São Paulo

“Mais que sírios, congoleses ou haitianos, imigrantes e refugiados, quando cruzam a fronteira são também paulistas que precisam de um trabalho para dar dignidade a sua jornada no Estado”, afirmou o secretário chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, anfitrião do evento promovido pela Assessoria Especial para Assuntos Internacionais (AEAI) do Estado de São Paulo, pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pela Rede Brasileira do Pacto Global da ONU.

O representante interino do ACNUR Brasil, Agni Castro-Pita, discursa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Foto: ACNUR/Fellipe Abreu

O representante interino do ACNUR Brasil, Agni Castro-Pita, discursa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Foto: ACNUR/Fellipe Abreu

O Palácio dos Bandeirantes sediou nesta quarta-feira (02) o primeiro Encontro Empresarial com objetivo de sensibilizar representantes do setor privado a contratarem imigrantes e estrangeiros. “Mais que sírios, congoleses ou haitianos, imigrantes e refugiados quando cruzam a fronteira são também paulistas que precisam de um trabalho para dar dignidade a sua jornada no Estado”, afirmou o secretário chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, anfitrião do evento promovido pela Assessoria Especial para Assuntos Internacionais (AEAI) do Estado de São Paulo, pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pela Rede Brasileira do Pacto Global da ONU.

Presentes no evento, a assessora da Rede Brasileira Pacto Global, Bárbara Dunin, e o representante interino do ACNUR no Brasil, Agni Castro-Pita reconheceram a iniciativa do governo paulista como “fundamental” para o entendimento das necessidades dos estrangeiros. “Refugiados aportam sua capacidade, sua visão cultural e tradições aos países que os recebem, e está é a riqueza do Brasil. O refugiado, quando se integra, enriquece a sociedade. Nosso obrigado ao Brasil e ao Estado de São Paulo pela generosidade de acolher e facilitar a integração dos refugiados”, afirmou Castro-Pita.

Além do ACNUR e do Pacto Global, as cerca de 100 pessoas presentes no evento, empresários em sua maioria, puderam conhecer o trabalho do PARR (Programa de Apoio para Recolocação dos Refugiados), Missão Paz e do CIC (Centro de Integração da Cidadania) do Imigrante, parceria entre as secretarias estaduais da Justiça e do Emprego.

A representante da ONU Mulheres, Nadine Gasman, iniciou o ciclo de palestras com o tema Migrações e Gêneros. A consulesa da França em São Paulo, Alexandra Loras, apresentou a palestra Racismo, Xenofobia e suas Manifestações. “Precisamos destruir conceitos para poder construir novos”, afirmou a consulesa, que falou sobre histórias pessoais como o preconceito vivido na França, o surgimento do racismo na Europa e também “a importância de trabalharmos por uma sociedade inclusiva”. Encerrou o ciclo de palestras Reinaldo Bulgarelli, da Txai Consultoria e Educação, com o tema Business Case da Diversidade.

Os depoimentos da gerente de Responsabilidade Social do Carrefour, Karina de Andrade Chaves, do empresário da Patisserie Douce France, Fabrice Le Nude, e dos refugiados François Choumy e Abiodun Oleswole Michaell encerraram o encontro.

Refugiados em São Paulo

São Paulo recebe 40% das solicitações de refúgio no Brasil. Em seguida, vêm os estados do Acre (16%), Rio Grande do Sul (11%) e Paraná (7,5%). Os dados são do ACNUR, consolidados em setembro deste ano.

O crescimento do número de solicitantes apresenta uma taxa elevada nos últimos cinco anos. Em 2010, foram registradas 310 solicitações; em 2011, 661; em 2012, 1.022; em 2013, 1.320 e, em 2014, 5.136 pessoas pediram refúgio no estado paulista.

Os nigerianos correspondem à maioria dos solicitantes seguidos de sírios, congoleses (República Democrática do Congo), libaneses e ganeses.

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