Em Brasília, Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados alerta para impactos das mudanças climáticas sobre populações vulneráveis. Deslocamentos forçados também serão debatidos na Rio+20.
Os desastres naturais e as mudanças climáticas estão deslocando cada vez mais pessoas, e a comunidade internacional precisa se mobilizar para elaborar instrumentos legais efetivos que garantam a proteção dessas populações. O alerta foi feito na quarta-feira (23/05) pelo representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Brasil, Andrés Ramirez, na abertura do VIII Encontro Nacional das Redes de Proteção, em Brasília.
O encontro sobre “Deslocamentos Humanos por Motivos Ambientais e Catástrofes Naturais” contou com a participação de 50 entidades de todo o país envolvidas com a atenção a migrantes e refugiados.
Segundo Ramirez, “as mudanças climáticas acentuam outros fatores que geram migrações, como urbanização, escassez de recursos e conflitos”.
O Representante do ACNUR lembrou que a convenção de 1951 da ONU, relativa ao estatuto dos refugiados, não previu mecanismos de proteção para este tipo de deslocamento forçado, mas as pessoas vítimas de desastres naturais encontram-se em situação de extrema vulnerabilidade, com necessidades de abrigo, apoio material e garantia de direitos civis.
“O desafio está posto para o sistema humanitário internacional”, disse Ramirez, destacando que o debate continuará durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
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