Sudão recusa renovar permissão de 20 dos 37 funcionários do Alto Comissariado da ONU para Refugiados. Mesmo com documento, demais trabalhadores são convidados a deixar região.

Criança é vacinada em centro comunitário no campo de deslocados em El Daein. Foto: UNAMID/Albert González Farran
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu nesta terça-feira (6) que o Governo do Sudão renove todas as permissões de trabalho para os agentes humanitários que atuam em Darfur na proteção de centenas de milhares de deslocados.
Dos 37 funcionários internacionais do ACNUR com sede em Darfur, apenas 17 possuem licenças válidas para continuar trabalhando. Aos outros 20 funcionários não foram concedidas renovações, apesar de um acompanhamento extensivo do processo pelo ACNUR com autoridades governamentais.
Em declaração conjunta emitida em Cartum, o coordenador residente e humanitário da ONU, Ali Al-Za’tari, e o representante do ACNUR, Kai Nielsen, expressaram pesar, visto que as atividades humanitárias para pessoas deslocadas internamente em Darfur tiveram que ser reduzidas como resultado da não renovação das autorizações de trabalho. Os funcionários restantes foram convidados a se retirar no início de julho da capital do Norte de Darfur, El Fasher.
“O resultado é que há mais de um mês o ACNUR tem sido incapaz de realizar efetivamente as atividades de proteção e assistência aos deslocados no Norte de Darfur”, afirmaram Al-Za’tari e Nielsen. Existem atualmente cerca de 2 milhões de pessoas deslocadas na região – das quais 1,2 milhão vivem em acampamentos.