Burundinenses cruzaram a fronteira para a República Democrática do Congo e Ruanda. Cerca de 60% são crianças.

Mães esperam na fila para registrar os seus filhos na Ruanda depois de fugirem do Burundi. Foto: ACNUR/S. Masengesho
Nas últimas semanas o número de burundineses buscando refúgio nos países vizinhos disparou, após as tensões pré-eleitorais e a intimidação em toda a nação africana aumentarem, disse o porta-voz da agência da ONU para os refugiados (ACNUR) na sexta-feira (17).
Segundo Adrian Edwards, mais de 8 mil cidadãos do Burundi viajaram para Ruanda e República Democrática do Congo nos últimos 14 dias, após a intensificação do assédio e relatos de desaparecimento de pessoas associadas ao partido da oposição.
O ACNUR teme que mais pessoas abandonem o país durante o período eleitoral, estabelecido para ocorrer entre maio e julho.
Para mitigar os efeitos desse deslocamento, o ACNUR e seus parceiros trabalham no terreno para fornecer assistência básica aos centros de refugiados em ambos países receptores. Mais de 60% dos refugiados são crianças.
O alto comissário para os direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, em recente visita ao país, pediu que os candidatos à presidência não usem os debates políticos para incitar à violência e instou os competidores a respeitarem as regras eleitorais.