Enviado especial do secretário-geral para a região do Sahel, Romano Prodi afirma que ato facilitará retorno das tropas governamentais e de administradores civis para o norte do país.

Enviado especial das Nações Unidas para a região do Sahel, Romano Prodi. Foto: ONU/Ryan Brown
O enviado especial das Nações Unidas para a região do Sahel, Romano Prodi, elogiou a assinatura do acordo de cessar-fogo entre o governo do Mali e os rebeldes tuaregues e pediu que as partes envolvidas permaneçam comprometidas com a paz, para o bem do país e da região.
O norte do Mali foi ocupado por radicais durante o conflito – que eclodiu em janeiro de 2012 – entre as forças do governo e os rebeldes tuaregues. O conflito deslocou centenas de milhares de pessoas e levou o governo à pedir ajuda da França para impedir a marcha dos grupos extremistas em direção ao sul do país.
O acordo alcançado nesta terça-feira (18) em Burkina Faso entre o Governo, o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad e o Alto Conselho para a Unidade dos Azawad prevê um cessar-fogo imediato e abre o caminho para as eleições presidenciais previstas para julho.
“O acordo de cessar-fogo facilitará o retorno das tropas do governo e dos administradores civis para o norte da cidade de Kidal antes da eleição presidencial, além de constituir um passo significativo em busca pela paz e estabilidade no Mali”, disse Prodi em comunicado.
O Conselho de Segurança da ONU elogiou o acordo e pediu que todos os signatários implementem suas medidas. O corpo de 15 membros do Conselho também pediu que “os grupos armados no norte do Mali, que não são signatários do Acordo e que cortaram todos os laços com organizações terroristas, se comprometam incondicionalmente com todas as suas provisões.”
O documento também foi elogiado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e pelo seu representante especial para o Mali, Bert Koenders.