Em pronunciamento na sexta-feira (13), o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu o acordo nuclear com o Irã, descrito como um marco “muito importante para avançar a paz e a segurança global”. Declaração foi feita após o presidente norte-americano Donald Trump ter afirmado sua intenção de não certificar o tratado. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã está sujeito ao regime de verificação nuclear mais sólido do mundo.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré
Em pronunciamento na sexta-feira (13), o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu o acordo nuclear com o Irã, descrito como um marco “muito importante para avançar a paz e a segurança global”. Declaração foi feita após o presidente norte-americano Donald Trump ter afirmado sua intenção de não certificar o tratado. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã está sujeito ao regime de verificação nuclear mais sólido do mundo.
Em comunicado divulgado pelo seu porta-voz, Stéphane Dujarric, o chefe da ONU considera “que a adoção do Plano Abrangente de Ação Conjunta (nome formal do acordo) foi um avanço muito importante para consolidar a não proliferação nuclear”. O dirigente máximo do organismo internacional espera fortemente que o acordo seja mantido.
A resolução que estabeleceu o JCPOA foi adotada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU em 2015. Votado por seus cinco membros permanentes — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos —, além da Alemanha, a União Européia e o Irã, o tratado estabelece mecanismos rigorosos para monitorar o alcance do programa nuclear iraniano. O marco também prevê medidas preparatórias para a suspensão das sanções da ONU contra o país.
O diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, também emitiu um comunicado após as declarações de Trump e afirmou que, desde 2016, a instituição verificou e monitorou a implementação dos compromissos assumidos pelo Irã no âmbito do tratado. A AIEA agiu em acordo com as solicitações do Conselho de Segurança da ONU e teve suas atividades autorizadas pelo Conselho de Governadores da agência.
As avaliações do organismo especializado revelaram que o Irã tem cumprido as obrigações do acordo. “Até agora, a AIEA teve acesso a todos os locais que precisava visitar”, afirmou Amano, acrescentando que “atualmente, o Irã está sujeito ao regime de verificação nuclear mais sólido do mundo”.