Administradora adjunta do PNUD é eleita chefe da Secretaria Ibero-Americana

Defensora do desenvolvimento humano, Rebeca Grynspan será a primeira mulher a liderar a organização. Ela tem ajudado a concentrar atenção global na necessidade de reduzir a desigualdade social e de gênero.

Rebeca Grynspan em visita ao Brasil em 2012. Foto? PNUD Brasil/Daniel de Castro

A administradora adjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Rebeca Grynspan, foi eleita por unanimidade para liderar a Secretaria Ibero-Americana a partir de 1º de abril. Ela será a primeira mulher a liderar a organização, substituindo Enrique V. Iglesias, no cargo desde 2005.

“Estou ansiosa para trabalhar com todos os países e avançarmos na cooperação do desenvolvimento econômico, social e cultural”, disse Grynspan.

Criada em 2003 e sediada em Madri, a Secretaria Ibero-Americano reúne os chefes de Estado e de governos da América Latina, Espanha, Portugal e Andorra e outros representantes do governo e da sociedade civil para promover o desenvolvimento econômico, social e cultural.

Antes de se juntar às Nações Unidas, Grynspan foi vice-presidente da Costa Rica entre 1994 e 1998. Também ocupou os cargos de  ministra da Casa Civil, ministra coordenadora de Economia, ministra coordenadora de Assuntos Sociais e vice-ministra de Finanças.

Grynspan ingressou no PNUD em 2006 como assistente do secretário-geral da ONU e diretora regional para a América Latina e o Caribe, sendo indicada como administradora adjunta em 2010. Foi diretora no México da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), onde também serviu como copresidente do Conselho do Instituto Internacional de Pesquisa em Políticas Alimentícias.

Ela tem se mostrado uma forte e consistente defensora do desenvolvimento humano e ajudado a concentrar atenção global na necessidade de reduzir a desigualdade, construir coesão social, empoderar as mulheres e atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.