Adolescentes devem ser reconhecidos como agentes de mudança, aponta UNICEF

Relatório destaca que necessidades são negligenciadas, com mais de um milhão perdendo a vida a cada ano e dezenas de milhões sem acesso a educação.

As necessidades de muitos adolescentes são negligenciadas, com mais de um milhão perdendo a vida a cada ano e dezenas de milhões sem acesso à educação, afirma relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançado na terça-feira (24/04). A publicação Progresso para as Crianças: Um relatório sobre adolescentes destaca outras consequências alarmantes sobre o fato de os benefícios do progresso não estarem sendo divididos igualmente entre os 1,2 bilhão de adolescentes – meninos e meninas de 10 a 19 anos – que vivem hoje em todo o mundo.

“Pobreza, status social, gênero ou deficiência impedem que milhões de adolescentes realizem os seus direitos a cuidados de saúde, educação de qualidade, proteção e participação”, disse a Diretora Executiva Adjunta do UNICEF, Geeta Rao Gupta. “É hora de atender às suas necessidades; eles não devem ser deixados para trás”.  A cada ano 1,4 milhão de adolescentes morrem por causa de acidentes de trânsito, complicações no parto, suicídio, AIDS, violência e outras causas. Em alguns países latino-americanos, mais meninos adolescentes morrem por homicídio do que por acidentes de trânsito ou suicídio.

Na África, complicações na gravidez e no parto são a principal causa de morte de meninas entre 15 e 19 anos. O documento identifica, por exemplo, a África Subsaariana como o lugar mais difícil para um adolescente viver. A população adolescente dessa região ainda está crescendo, estimando-se que terá o maior número de adolescentes do mundo até 2050. Mas apenas metade das crianças na África Subsaariana completa a escola primária e o desemprego entre os jovens é alto.

Cerca de 71 milhões de meninos e meninas que deveriam estar nos anos iniciais do ensino secundário em todo o mundo não estão na escola e 127 milhões de jovens entre 15 e 24 anos são analfabetos – a grande maioria no Sul da Ásia e na África Subsaariana. Mas o relatório também aponta que os adolescentes devem ser reconhecidos como verdadeiros agentes de mudança em suas comunidades.

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