A situação humanitária na cidade é crítica desde os ataques promovidos pelo Talibã e a ocupação do grupo armado na região entre 28 de setembro e 13 de outubro do ano passado.

Em Kunduz, no Afeganistão, cerca de 250 mil famílias afetadas pelo conflito recebem assistência humanitária de diversas agências. Foto: ONU/ Mohammad Sadiq Zaheer
A vice-chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA), Pernille Kardel, disse nessa quarta-feira (2) que a ONU vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para proteger e apoiar as pessoas em maior necessidade de Kunduz, norte do Afeganistão.
A situação humanitária na cidade é crítica desde os ataques promovidos pelo Talibã e a ocupação do grupo armado na região entre 28 de setembro e 13 de outubro do ano passado.
“A ONU está ao lado do povo de Kunduz e está firmemente empenhada em apoiar todos os esforços que levam à paz. A comunidade internacional também está consciente dos grandes desafios que a população da cidade vem enfrentando”, disse Pernille Kardel.
Em uma visita a Kunduz, Pernille Kardel conversou com autoridades locais e discutiu os recentes desenvolvimentos do sistema de segurança da cidade e outras questões importantes.
Ela informou que conversou também com profissionais de mídia sobre os desenvolvimentos no setor, que ocorreram desde a expulsão do Talibã em outubro do ano passado.
Segundo Kardel, desde março deste ano, transmissões de rádio e outros programas voltaram a ser veiculados na cidade devido a várias iniciativas realizadas pela Missão da ONU e outras agências.
Segundo a UNAMA, após o fim do combate, agentes da missão vêm apoiando o povo de Kunduz por meio de uma série de programas de informação pública, desenvolvidos em parceria com as rádios Kunduz RTA e Rádio Kunduz Independente.
Além disso, mais de 20 organismos das Nações Unidas estão presentes no Afeganistão, trabalhando para apoiar os afegãos através de um amplo espectro de atividades humanitárias, tais como planejamento de desenvolvimento, mobilização de recursos e coordenação de doadores e de organizações internacionais.