Afeganistão: chefe da missão da ONU condena atentado suicida em jogo de vôlei

No domingo (23), um terrorista suicida detonou um dispositivo explosivo improvisado em um campo de esportes; 50 civis que estavam participando de uma partida de vôlei morreram e 60 pessoas ficaram feridas.

Foto: ONU/Fardin Waezi

2014 foi o ano mais letal para civis afegãos desde 2009, afirma ONU. Foto: ONU/Fardin Waezi

O atentado terrorista que matou pelo menos 50 civis no Afeganistão no fim de semana é uma “atrocidade” e pode ser considerado um crime de guerra, disse o representante especial do secretário-geral e chefe da Missão das Nações Unidas de Assistência no Afeganistão (UNAMA), Nicholas Haysom, nesta segunda-feira (24).

No domingo, dia 23 de novembro, um terrorista suicida detonou um dispositivo explosivo improvisado em um campo de esportes no distrito de Yahyakhail, na província de Paktika, no sudeste do Afeganistão. Pelo menos 50 civis que estavam participando de uma partida de vôlei morreram e 60 pessoas ficaram feridas. Segundo relatos, muitas crianças estão entre os mortos e feridos.

“Este ataque indiscriminado em uma área cheia de civis demonstra um total desrespeito pela vida”, afirmou Haysom, lembrando que “causar a morte de um grande número de civis de forma deliberada e indiscriminada é uma atrocidade”.

2014 foi o ano mais letal para civis afegãos desde 2009. A missão da ONU no país afirma que o aumento do número de mortes de civis pode ser atribuído ao aumento no uso de dispositivos explosivos improvisados e ao aumento de grupos terroristas.