Afeganistão e Paquistão precisam de mais verba para assistência humanitária, diz ONU

Mais de 500 mil afegãos estão deslocados no país e 250 mil sofrem com inundações. No Paquistão, a temporada de monções também promete fazer grandes estragos.

Diretor de operações do OCHA, John Ging, visitou um campo para pessoas deslocadas no Paquistão, onde esteve entre os dias 28 e 31 de maio. Foto: OCHA/ Raja Nisar Ahmed

Diretor de operações do OCHA, John Ging, visitou um campo para pessoas deslocadas no Paquistão, onde esteve entre os dias 28 e 31 de maio. Foto: OCHA/ Raja Nisar Ahmed

As Nações Unidas e parceiros vão precisar de mais verba para prestar os serviços de assistência humanitária e desenvolvimento no Paquistão e no Afeganistão, disse o diretor de operações do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), John Ging, na quarta-feira (5).

A situação humanitária no Afeganistão é “muito difícil e muito perigosa”, afirmou a jornalistas em Nova York. Ele reiterou seu apelo aos doadores para que eles redobrem a sua atenção e generosidade para atingir o valor de 471 milhões de dólares para a ajuda humanitária no país. Atualmente essa ajuda é de 179 milhões de dólares.

As prioridades para esse ano devem ser a maior prestação de assistência aos 535 mil afegãos deslocados internamente e a diminuição do impacto de desastres naturais, especialmente inundações, que ocorrem anualmente afetando 250 mil afegãos.

A situação no Paquistão é também “muito complexa” segundo Ging, principalmente por causa de uma queda no financiamento nos últimos anos. Em 2010, 70% do apelo humanitário necessário foi preenchido, mas em 2011 esse número caiu para 44% e em 2012 para apenas 29%.

A situação é especialmente preocupante dada à proximidade da temporada de monções, que normalmente resulta em enchentes. Ao contrário dos anos anteriores, a comunidade que cuida dos assuntos humanitários no Paquistão não tem, atualmente, os estoques necessários para responder às fortes chuvas de forma adequada.