Embora a população Afegã tenha hoje melhores perspectivas de paz em comparação com os últimos anos, os riscos imediatos que o país enfrenta podem comprometer seriamente o progresso e a pretensão por um Afeganistão mais pacífico, seguro e próspero, alertou um funcionário da ONU.

Toby Lanzer, coordenador humanitário para o Afeganistão, em coletiva sobre a situação no país. Foto: ONU/Ariana Lindquist
Embora a população Afegã tenha hoje melhores perspectivas de paz em comparação com os últimos anos, os riscos imediatos que o país enfrenta podem comprometer seriamente o progresso e a pretensão por um Afeganistão mais pacífico, seguro e próspero, alertou um funcionário da ONU.
Em discurso na sede da ONU em Nova Iorque, Toby Lanzer, coordenador humanitário para o Afeganistão, destacou as maiores conquistas feitas pelo país, incluindo o avanço econômico pelo terceiro ano consecutivo, assim como as eleições parlamentares de outubro e as eleições presidenciais em abril do próximo ano.
Entretanto, o Afeganistão também foi palco do assassinato de 13 jornalistas, o número mais alto do mundo. Além disso, 23 trabalhadores humanitários também perderam suas vidas, 37 foram gravemente feridos e 74 sequestrados.
“O Afeganistão está passando por uma terrível seca, a pior em muitos e muitos anos, e agora mais de 5,5 milhões de pessoas necessitam de auxílio de emergência”, afirmou Lanzer, ao observar que, apenas nas últimas semanas, mais de 25 mil pessoas têm deixado suas casas “em busca de uma maneira de sobreviver”.
“O inverno está chegando e, no Afeganistão, o inverno é severo”, declarou.
Uma preocupação em particular é a possível falta de recursos para auxílio humanitário, de acordo com Lanzer, em um pedido por fundos para comunidade de doadores internacionais.
“Estou aqui para trazer um alerta, porque se não nos envolvermos mais com a necessidade de socorro de emergência de curto prazo, os ganhos de desenvolvimento que alcançamos nos últimos anos podem ser perder”, avisou.
No início deste mês, o chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, e o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, visitaram o país e pediram um aumento urgente da resposta humanitária.
De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o apelo humanitário de 2018 para o Afeganistão possui apenas um terço do financiamento, com todos os setores de resposta humanitária sem recursos vitais.