Grupo pede apoio da comunidade internacional para viabilizar atividades estimadas em 1,9 bilhão de dólares. Situação de refugiados afegãos é a mais longa da história do Alto Comissariado.
Afeganistão, Irã, Paquistão e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) apresentaram nova estratégia para estimular o retorno voluntário e sustentável de refugiados afegãos que vivem nos países vizinhos. Como parceiros, pediram apoio à comunidade internacional para viabilizar as atividades, com custo de 1,9 bilhão de dólares.
“Quando três países se juntam em torno de uma visão comum que reflete uma estratégia e uma vontade política unificadas, isso merece nosso reconhecimento e apoio”, afirmou o Chefe do ACNUR, António Guterres.
No Afeganistão, o foco é apoiar a reintegração com serviços sociais, emprego e segurança alimentar. No Irã, apoiar o retorno de refugiados para o Afeganistão e dar a eles treinamento profissional, além de criar um programa de seguro saúde com cobertura universal para os refugiados. No Paquistão, a meta é a repatriação voluntária e o apoio às comunidades que recebem refugiados.
Segundo Guterres, a criação de condições para o retorno voluntário e sustentável dos refugiados está além da capacidade isolada de atores humanitários. “Os refugiados afegãos mostram que quando há condições favoráveis de retorno, eles sempre desejaram voltar para casa. Portanto, temos uma responsabilidade coletiva em apoiar e facilitar essas legítimas aspirações.”
A situação dos refugiados afegãos é a mais longa da história do ACNUR. Apesar de 5,7 milhões de pessoas terem voltado ao Afeganistão desde 2002, cerca de 2 milhões de refugiados ainda vivem no Paquistão e 1 milhão, no Irã. Nos últimos anos, a taxa de retorno desacelerou. Em 2011, apenas cerca de 70 mil refugiados afegãos voltaram para a casa. A “estratégia de soluções” contém um pacote de medidas que visa apoiar os refugiados afegãos, adaptado às necessidades específicas dos três países envolvidos.