Afeganistão: Secretário-Geral apoia continuidade da Missão e cita desafios

m um relatório enviado ao Conselho de Segurança, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, recomendou nesta terça-feira (15/03) a extensão do mandato da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA) para mais um ano. Ele afirmou que a Missão continuará apoiando o “Processo de Cabul”, que define uma transição para maior responsabilidade e domínio afegão, tanto na área de segurança como civil.

Em um relatório enviado ao Conselho de Segurança, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, recomendou nesta terça-feira (15/03) a extensão do mandato da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA) para mais um ano. Ele afirmou que a Missão continuará apoiando o “Processo de Cabul”, que define uma transição para maior responsabilidade e domínio afegão, tanto na área de segurança como civil.

“Nossa abordagem para o processo de transição de Cabul é baseada em três princípios fundamentais: a transição deve ser feita pelo próprio país; ela deve ser planejada e implementada de maneira sustentável, bem como garantir a proteção e a promoção dos direitos de todos os afegãos”, declarou Ban.

Um dos desafios a serem enfrentados para a implementação do Processo é a tensão entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário sobre o estatuto do Parlamento. O Secretário-Geral disse que, se o impasse continuar, pode prejudicar a confiança do Governo para liderar o processo de transição. O Representante Especial do Secretário-Geral e chefe da UNAMA, Staffan de Mistura, tem trabalhado estreitamente com as partes para encontrar uma solução apropriada, que não seja alcançada à custa das instituições eleitorais, da separação constitucional dos poderes, da confiança da comunidade internacional ou do povo afegão.

O segundo desafio diz respeito ao impasse sobre o Banco de Cabul. Ban disse que a demora prologada na resolução deste assunto ameaça o progresso feito no desenvolvimento de programas de prioridade nacional, além de abalar a confiança da comunidade internacional no sistema financeiro afegão. “A complexidade destes dois problemas não deve ser subestimada, nem a importância da resolução para o futuro do Afeganistão”, concluiu o Secretário-Geral.