Dois militares da Força de Segurança Interina das Nações Unidas ficaram seriamente feridos. Região é disputada por Sudão e Sudão do Sul.

Soldados da ONU patrulham área de Abyei, entre o Sudão e Sudão do Sul. Foto: ONU/Tim McKulka
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu calma na área de Abyei, região contestada pelo Sudão e Sudão do Sul, após o chefe da tribo Ngok Dinka, Kuol Deng Kuol, e um soldado etíope da Força de Segurança Interina das Nações Unidas para Abyei (UNISFA) terem sido mortos no sábado (4).
Dois outros membros da Força de Paz ficaram seriamente feridos no ataque de um integrante da tribo Misseriya contra um comboio da UNISFA. A morte do chefe da tribo Ngok Dinka reacendeu o conflito entre as duas populações.
Em comunicado, o porta-voz do Secretário-Geral da ONU estendeu suas mais profundas condolências à comunidade Ngok Dinka, às famílias e ao governo da Etiópia. Também enviou sua solidariedade às famílias dos feridos.
“Isso prova, mais uma vez, como é importante para os dois Governos [Sudão e Sudão do Sul] estabelecer as instituições temporárias como estabelecido no acordo de 20 de junho de 2011 e prosseguir com os debates sobre o estatuto final da área de Abyei”, acrescentou Ban.
O acordo, assinado pelo Governo do Sudão e representantes do Sudão do Sul antes da independência oficial do país, pede a desmilitarização de Abyei e o estabelecimento de um serviço administrativo e policial.
Assim como Ban, o Conselho de Segurança da ONU “condenou fortemente” e saudou o anúncio do Governo sudanês de realizar uma investigação “urgente, transparente, minuciosa e justa” assim como o compromisso contínuo do Sudão do Sul com a UNISFA.