Agência da ONU alerta para doença que pode arruinar plantações de banana no mundo

A “doença do Panamá”, variante de uma infecção por fungo que afeta primariamente bananas, alastrou-se da Ásia para as Américas e representa grave risco para as economias dependentes da fruta.

A ‘doença do Panamá’, variante da ‘Fusarium wilt’ que afeta bananas, representa grave ameaça às economias de países tropicais em desenvolvimento. Foto: IRIN/David Gough

A ‘doença do Panamá’, variante da ‘Fusarium wilt’ que afeta bananas, representa grave ameaça às economias de países tropicais em desenvolvimento. Foto: IRIN/David Gough

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) emitiu, nesta segunda-feira (14), um alerta para que as nações reforçassem seu monitoramento, inspeção e medidas de prevenção para a “doença do Panamá”, uma das mais destrutivas infecções de banana do mundo, que se alastrou da Ásia para a África e o Oriente Médio e agora ameaça América Latina.

“Qualquer doença ou infecção que afete esse alimento é um golpe contra uma importante fonte alimentícia, contra vidas, empregos e receitas de governos de muitos países tropicais”, disse Gianluca Gondolini, secretário do Fórum Mundial da Banana, instituição localizada na sede da FAO e dedicada à produção e ao comércio sustentáveis da fruta.

Segundo dados da FAO, a banana é o oitavo cultivo mais importante do mundo e o quarto mais importante entre os países menos desenvolvidos do planeta. Atualmente, a variante TR4 da “Fusarium wilt” – vulgo “doença do Panamá” – representa sério risco à produção e à exportação da fruta, com graves repercussões em todos que dependem de sua economia.

“A disseminação da ‘Fusarium wilt’ pode afetar significativamente produtores, comerciantes e famílias ligadas à indústria”, disse o patologista de plantas da FAO, Fazil Dusunceli. “As nações precisam agir agora caso queiram evitar o pior cenário, que é o da maciça destruição de boa parte das plantações de banana do mundo.”

A FAO está emitindo uma série de recomendações, entre elas a sensibilização em todos os níveis e adoção de avaliação de risco adequada com a vigilância e sistemas de alerta precoce, além de medidas fitossanitárias para prevenir a propagação da doença através de práticas agrícolas, irrigação e sistemas de drenagem, entre outras ações.