Agência da ONU condena assassinato de líder indígena mexicano

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) condenou nesta quinta-feira (19) o assassinato do ativista mexicano Isidro Baldenegro López, líder de uma comunidade indígena mexicana que promoveu uma campanha pacífica contra a destruição de florestas ancestrais.

Baldenegro foi homenageado em 2005 com o mais prestigiado prêmio ambiental do mundo, o Goldman Environmental Prize. Ele é o segundo vencedor a ser morto em menos de um ano. Em março do ano passado, homens armados assassinaram a ativista indígena Berta Cáceres, líder do povo Lenca em Honduras.

Isidro Baldenegro López recebe Goldman Prize em 2005. Foto: The Goldman Environmental Prize

Isidro Baldenegro López recebe Goldman Prize em 2005. Foto: The Goldman Environmental Prize

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) condenou nesta quinta-feira (19) o assassinato do ativista mexicano Isidro Baldenegro López, líder de uma comunidade indígena mexicana que promoveu uma campanha pacífica contra a destruição de florestas ancestrais.

“É impactante e alarmante. Isidro Baldenegro López foi um homem apaixonado e valente que lutou para proteger as florestas ancestrais de sua comunidade. Parece que ele pagou o preço mais alto por suas convicções pacíficas”, disse, em nota, o diretor-executivo do PNUMA, Erik Solheim.

“Seu assassinato destaca tragicamente os perigos mortais enfrentados pelos ambientalistas na América Latina, no Caribe e em todo o planeta, e os vínculos entre o crime organizado e a destruição do meio ambiente. Ninguém deveria morrer por proteger a natureza”, afirmou. “Estendo minhas mais sinceras condolências à família de Baldenegro, e espero que Justiça seja feita”, concluiu.

Baldenegro foi homenageado em 2005 com o mais prestigiado prêmio ambiental do mundo, o Goldman Environmental Prize. Ele é o segundo vencedor do prêmio a ser morto em menos de um ano. Em março do ano passado, homens armados assassinaram a ativista indígena Berta Cáceres, líder do povo Lenca em Honduras.

A América Latina é a região mais hostil do mundo a ambientalistas, disse recentemente o relator especial da ONU para os defensores dos direitos humanos, Michel Forst, em documento enviado à Assembleia Geral das Nações Unidas.

Em comunicado, Forst também condenou o assassinato do líder indígena mexicano. “Estou profundamente chocado com o assassinato a sangue frio de Isidro, que só desejava a preservação de florestas tradicionais na Serra Tarahumara”, afirmou.